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Ensino

2013-04-21 às 06h00

Isabel Vilhena

Num ambiente de inconformismo pelas medidas implementadas pelo Ministério da Educação, a Associação de Profissionais de Educação Física de Braga comemorou 31 anos, na Escola Alberto Sampaio.

É com muita apreensão e incoformismo que os professores de educação física estão a encarar estas novas medidas implementadas pelo Ministério da Educação. Este é o sentimento comum dos professores de Braga que, ontem, comemoraram os 31 anos da Associação de Profissionais de Educação Física de Braga, numa cerimónia singela na Escola Secundária Alberto Sampaio.
Preocupações que foram transmitidas ao Ministro da Educação pela Associação de Profissionais de Educação Física e que, até ao momento, continuam sem resposta.

João Lourenço, presidente do Conselho Nacional das Associações de Profissionais de Educação Física, liderou este encontro com a tutela que afirma que foi inconclusivo.
Em cima da mesa estiveram as quatro grandes preocupações desta classe docente: a redução da carga horária no secundário; a aglutinação da educação física no 3º ciclo numa área que se denomina de ‘expressões e tecnologias’; as metas curriculares até 2018 não mencionam a educação física; a questão da avaliação da educação física que deixou de contar para a média de acesso ao ensino superior e para média final do ensino secundário, e por fim, nos exames de equivalência à frequência para alunos auto-propostos não há obrigatoriedade de fazer exame a educação física.

Uma extensa lista de argumentos que João Lourenço apresentou ao ministro que prometeu apenas analisar a situação dos professores de educação física.
Contrariamente às orientações do Ministério da Educação, João Lourenço diz que “os alunos que estão nesta altura no 9º e 10º anos nota-se um decréscimo do sucesso o que dá a entender que há um desinvestimento dos alunos nesta área”.

José Ribeiro, da Associação de Profissionais de Educação Física de Braga, diz que “é incompreensível que quando atingimos um bom nível de equipamentos nas escolas para a prática da educação física, recuamos no estatuto da disciplina”.

O professor de educação física vai mais longe, afirmando que estas “medidas cegas e puramente economicistas coloca em causa a saúde pública. O nosso país tem cada vez mais crianças obesas e a valorização da actividade física, o empenhamento dos alunos cria hábitos salutares para a sua vida que só traz benefícios para o país”.

No programa comemorativo do 31º aniversário da Associação de Profissionais de Educação Física de Braga foi apresentado o livro ‘Dossiê do Professor - Fundamentos Correr, Saltar e Lançar’ e uma tertúlia do movimento ‘Como vamos de educação física?’.

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