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Educação Especial: Presidente da associação de docentes critica avaliação centrada na CIF
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Ensino

2010-07-02 às 23h54

Lusa

O presidente da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial saudou hoje a realização da avaliação à reforma deste ensino, mas considerou estar demasiado centrada na Classificação Internacional de Funcionalidade, um instrumento “criado com objetivos economicistas”.

Os resultados parcelares da avaliação em curso sobre a aplicação do decreto-lei que iniciou a reforma do sistema de educação especial nos vários níveis de ensino foram hoje apresentados no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Uma das medidas adotadas no âmbito desta reforma é a aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) na sinalização de crianças com necessidades educativas especiais (NEE).

À margem da conferência, em declarações aos jornalistas, David Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial (ANDEE), saudou a existência de uma avaliação que considera “útil e necessária”, mas que peca por “tardia” e por ser “organizada com base em critérios que deveriam ser outros, não centrados só na CIF, porque a educação especial existe há muitos anos”.

Durante uma intervenção no período aberto ao público, David Rodrigues disse aos responsáveis pelo estudo que esta é uma “avaliação encandeada pela CIF, quando o decreto-lei 3/2008 é muito mais do que isso”.

“É tanto que nós podemos perguntar se não havia já educação especial antes da CIF”, afirmou, lembrando que a educação especial existe há muitos anos e envolve unidades de apoio, unidades de surdos, escolas e equipas de profissionais, entre muitos outros.

O presidente da ANDEE lamentou ainda que existam muitas crianças com dificuldades que deveriam ter apoio e não têm.

Para David Rodrigues, “a CIF - joia da coroa do Governo em relação ao ensino especial - é um instrumento que serviu num momento específico um objetivo economicista”.

Entrou em vigor em 2008 o decreto-lei que reformou a educação especial em Portugal e definiu que os alunos com necessidades educativas especiais (NEE) passassem a ser sinalizados de acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF).

A responsável pela avaliação externa da reforma da educação especial fez hoje um balanço positivo, considerando que a maioria das escolas se está a adaptar ao novo modelo, embora reconheça a existência de dificuldades.

Salientando que os resultados hoje divulgados não são conclusivos (previstos só para o final do ano), Manuela Sanches Ferreira afirmou, no entanto, que há “muitas escolas com problemas de adaptação à legislação, mas na generalidade foram capazes de mudar” de um modelo mais médico (de diagnóstico) para um modelo de participação.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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