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EB 2,3 Frei Caetano Brandão: Alunos e pais exigem melhores condições
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EB 2,3 Frei Caetano Brandão: Alunos e pais exigem melhores condições

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EB 2,3 Frei Caetano Brandão: Alunos e pais exigem melhores condições

Ensino

2021-06-17 às 07h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Manifestação realizou-se ontem de manhã em frente à EB 2,3 Frei Caetano Brandão. Alunos e pais exigem intervenção na escola, que está “a cair aos bocados”. Presidente da câmara esclarece responsabilidades e junta-se à reivindicação.

‘Chega do jogo do empurra’, ‘Queremos condições! Obras urgentes’ ou ‘Três milhões para uma EB1, e nós?’ foram apenas algumas das mensagens que os alunos da EB 2,3 Frei Caetano Brandão, integrada no Agrupamento de Escolas de Maximinos, transmitiram ontem durante a manifestação contra a falta de obras na escola. Há 38 anos sem obras, alunos e encarregados de educação exigem “melhores condições”, já que a escola está “a cair aos bocados” e eventualmente “em risco de ter de fechar”.
O presidente da Associação de Estudantes da EB 2,3 Frei Caetano Brandão, Rodrigo Vieira, não entende porque esta escola, que precisa de “uma intervenção prioritária”, não está na “lista de prioridades” da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), tendo priorizado a EB2,3 Trigal Santa Maria, em Tadim, e a EB 2,3 de Palmeira, que “são escolas mais recentes e com melhores condições”.
Cansados de não ter resposta, os alunos decidiram manifestar-se ontem exigindo “melhores condições”, até porque, continuou Rodrigo Vieira, “os alunos são cidadãos bracarenses e têm que ter condições como os outros bracarenses que estão a estudar”. O Estado Português, exigiu o estudante, “tem que assumir a requalificação desta escola, porque se isso não acontecer em breve a escola pode estar em risco de fechar por falta de condições e de segurança”.
Rodrigo Vieira lembrou que a EB 2,3 Frei Caetano Brandão é uma escola integrada no Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) e uma escola de referência para alunos com necessidades educativas especiais. As condições são “cada vez piores”, sendo que “no Inverno “é muito frio e no Verão “é insuportável estar dentro da sala de aula”. O presidente da associação foi mais longe: “os extintores funcionam, mas mangueiras estão absoletas, muitas janelas não fecham e outras não abrem, o campo de jogos está em péssimas condições, cheio de areia e com erva a crescer no meio do campo”.
Presente na manifestação, a presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, admitiu que esta “é uma luta antiga”, lamentando o “jogo do empurra” entre a Câmara Municipal de Braga e o Ministério da Educação. “Aguardamos uma resposta da autarquia desde Março do ano passado. Não é justo o que estão a fazer à escola, há um abandono”, criticou Susana Gomes, avançando que, entretanto, têm uma reunião agendada com o presidente da câmara municipal para o próximo dia 22 de Junho. Se até ao início do ano lectivo nada for feito, a representante dos pais anunciou que a próxima manifestação será em frente à Câmara Municipal de Braga. “O município faz empréstimos para outras escolas, porque não faz para esta? A câmara tem uma verba anual para a escola, onde está o dinheiro?” questionou Susana Gomes.
Em resposta, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, admitiu “não haver novidades” para além das informações já partilhadas nos últimos dias e inclusive no debate da última reunião de câmara. “A câmara tem por delegação do Ministério da Educação responsabilidades de efectuar operações de conservação e manutenção da escola e recebe para isso 20 mil euros, dos quais seis mil euros são disponibilizados ao agrupamento. A câmara fica com 14 mil euros para acorrer a situações de conservação que são muito pontuais, como houve recentemente a substituição de uma caldeira, ou seja, situações que tenham a ver com o funcionamento da escola, não têm a ver com questões estruturais”, esclareceu Ricardo Rio.
A escola, confirmou o autarca, “carece de uma intervenção profunda”, tendo “o município sempre estado ao dispor para assumir a responsabilidade dessas obras, caso o Ministério da Educação pagasse o devido valor, como aconteceu com a Escola Secundária de Maximinos”.
Por isso, de acordo com Ricardo Rio, “importa desmistificar quais são as responsabilidades e delimitações claras de cada uma das partes”, e exemplificou: “tirar as ervas do recinto do recreio é da responsabilidade da câmara, mas substituir o piso por outro que seja mais seguro é da responsabilidade de quem detém a escola, que é o Ministério da Educação”.
Tendo consciência que a “intervenção profunda” tem que ser feita pelo Ministério da Educação, o que a câmara faz é “reivindicar que o Ministério da Educação assuma essa responsabilidade” e é “com muita estranheza” que olha para a “lista das escolas prioritárias” e não está a EB2,3 Frei Caetano Brandão. “Até agora o Ministério da Educação não interveio e parece que não quer intervir e sou solidário com toda a comunidade”, garantiu Ricardo Rio, referindo que “pelo trabalho extraordinário ali desenvolvido, num contexto social muito difícil, merecia outra atenção e resposta”.

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