Correio do Minho

Braga, sexta-feira

- +
Duas investigadoras do INL vencem Projetos de Investigação em Saúde 2020
Câmara vai abrir concursos para espaços da nova Praça – Mercado de Famalicão

Duas investigadoras do INL vencem Projetos de Investigação em Saúde 2020

Viana do Castelo quer inclusão do “Passo Travado” do cavalo Garrano no pedido de inscrição da “Equitação Portuguesa” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial

Duas investigadoras do INL vencem Projetos de Investigação em Saúde 2020

Braga

2020-09-14 às 18h18

Redacção Redacção

O INL vai ser a instituição-sede do projeto “Diamond photonics platforms for synaptic connectivity assessment in healthy and Parkinson disease neuronal models” (Diamond4Brain), coordenado por Jana B. Nieder em colaboração com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (Portugal).

Jana B. Nieder, líder do grupo de investigação Ultrafast Bio- and Nanophotonics, e Lorena Diéguez, líder do grupo de investigação Medical Devices, ambas investigadoras do INL – Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, vão contar, nos próximos três anos, com o apoio da Fundação “La Caixa” - que promove a terceira edição dos Projetos de Investigação em Saúde 2020 - para dois projetos distintos com um valor total de cerca de 2 milhões de euros.

O INL vai ser a instituição-sede do projeto “Diamond photonics platforms for synaptic connectivity assessment in healthy and Parkinson disease neuronal models” (Diamond4Brain), coordenado por Jana B. Nieder em colaboração com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (Portugal).
A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente no mundo. Só na Europa, mais de um milhão de pessoas estão diagnosticadas com esta patologia, o que reduz a respetiva qualidade de vida bem como a de quem as rodeia. Atualmente, existem apenas algumas ferramentas de diagnóstico ou opções terapêuticas.
Este projeto vai aplicar as mais recentes tecnologias em mecânica quântica para medir mudanças na atividade e conectividade dos neurónios, através de nano-sensores de diamante que emitem luz fluorescente em resposta às mudanças na temperatura das células e no campo magnético.
Esta investigação, que obteve o apoio de 999.982 €, caracteriza-se pelo recurso a uma tecnologia com elevada sensibilidade e vai ser testada em cérebros em miniatura (organóides) para validar a técnica em neurociência. Esta técnica vai permitir uma melhor compreensão da doença de Parkinson, melhorar o diagnóstico precoce, para além de permitir desenvolver tratamentos mais precisos e eficazes.



Bioimpressão 3D, uma nova ferramenta para melhorar as taxas de sobrevivência ao cancro
Outro projeto, que envolve a investigadora do INL Lorena Diéguez, é liderado pelo Institut de Bioenginyeria de Catalunya, e coordenado por Elena Martínez, incluindo também Elena Elez, da Fundació Institut Investigació Oncològica Vall Hebrón (VHIO), ambos da Espanha.

O projeto “BioPrinted hydROgel MicrofluldicS to mimic patient-specific tumor mEtastatic microenvironment” (PROMISE), premiado com 981.675 €, pretende ajudar os pacientes com cancro colorretal, que habitualmente apresentam um bom prognóstico quando o tumor é localizado de forma atempada.

A partir do momento em que o cancro se espalha e ocorre a metástase, as opções terapêuticas são limitadas e torna-se difícil prever a resposta do paciente ao tratamento oncológico escolhido.

Os novos métodos de bioimpressão em 3D permitem a geração de modelos de células tridimensionais que imitam a fisiologia humana para testar novas estratégias terapêuticas em laboratório. Esses modelos têm a vantagem de imitar com precisão o tumor específico do paciente e respetivo ambiente circundante.

Uma biópsia líquida pode monitorizar de forma não invasiva a resposta terapêutica em tempo real, através do estudo das células tumorais que estão na corrente sanguínea e que são responsáveis ??pelo processo de desenvolvimento de metástases ou tumores secundários.

Este projeto, que combina a bioimpressão em 3D e técnicas avançadas de biópsia líquida num dispositivo “organ-on-a-chip”, tem como objetivo fornecer aos médicos novas ferramentas para entender e acompanhar em permanência a evolução da doença em pacientes com cancro colorretal metastático e, desta forma, melhorar a respetiva taxa de sobrevivência.

O “La Caixa” Health Research Projects 2020, é um dos programas de apoio a projetos científicos mais competitivos, com um orçamento global de 18 milhões de euros, tendo recebido 600 candidaturas, das quais apenas 25 foram selecionadas para este prestigiado prémio, o que representa uma taxa de sucesso de apenas 4%.

Os projetos selecionados vão agora ser executados até setembro de 2023, altura em que devem ser apresentados os resultados das investigações.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho