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Dois terços da bazuca europeia ficam na administração pública
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Dois terços da bazuca europeia ficam na administração pública

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Dois terços da bazuca europeia ficam na administração pública

Braga

2021-03-13 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

InvesteBraga promoveu debate sobre os novos fundos comunitários. Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não será a grande fonte de financiamento para as empresas.

Sessenta por cento das subvenções do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) já estão subalocadas e cerca de dois terços do total dos fundos deste instrumento europeu de impulso à recuperação económica e social no pós- -pandemia estão direccionados para a administração pública. A perspectiva foi apresentada ontem por Pedro Deus, da consultora PwC, no ‘webinar’ sobre fundos europeus promovido pela InvestBraga.
Segundo este especialista, não será, por isso, através da chamada ‘bazuca europeia’ que as empresas irão financiar os seus investimentos, mesmo admitindo que um terço da despesa pública apoiada pelo PRR?até 2023 “vai beneficiar, de forma indirecta, o sector privado”, nomedadamente em áreas como a transição digital.
Pedro Deus admitiu “alguma escassez de recursos das empresas para responder à procura de um plano que vai gastar 15 mil milhões de euros num curto espaço de tempo”.
A prioridade dada no PRR aos investimentos públicos foi abordada, na abertura do ‘webinar’ convocado para debater a importância dos fundos europeus para a recuperação económica e o papel da transformação tecnológica como impulsionadora da sustentabilidade, pelo presidente da InvestBraga e da Câmara Municipal, Ricardo Rio, apontando o autarca “o mau exemplo” do Governo que tem vindo a utilizar os fundos da União Europeia para despesas que “deveriam caber” no Orçamento de Estado.
“Nos últimos anos, os portugueses criaram como que uma habituação aos fundos comunitários”, reconheceu Ricardo Rio, justificando a expectativa criada com a aplicação do PRR e do novo Quadro Financeiro Plurianual, que vigorará até 2027.
Quanto ao PRR de vigência mais curta, Pedro Deus, considerou-o resultado de “um esforço inédito sem precedentes” da União Europeia na recuperação da economia abalada pela pandemia covid-19, mas ressalvou que “a bazuca norte americana” tem um orçamento três vezes superior para o mesmo período de tempo.
Ainda sem regras de utilização aprovadas, o PRR abrirá a possibilidade de incentivos a Fevereiro de 2020, desde que estejam em causa investimentos para fazer face à covid-19 e à recuperação económica, adiantou o ‘global incentive solutions partner’ da PwC.
Quando é que o PRR chega ao tereno? A resposta não foi possível dar aos cerca de meio milhar de participantes no ‘webinar’ de ontem, com Pedro Deus a considerar que a presidência portuguesa da União Europeia tudo fará para que o Mecanismo de Recuperação e Resiliência que enquadra o Plano nacional seja ratificado neste primeiro semestre.
Relevou ainda o consultor que este instrumento de recuperação extraordinário e o Quadro Financeiro Plurianual, permitirão a Portugal “beneficiar de um volume significativo de fundos que deverão ser aplicados na recuperação da economia”.

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