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Director da EPATV acusa poder político de não ter “a equidade no dicionário”
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Director da EPATV acusa poder político de não ter “a equidade no dicionário”

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Director da EPATV acusa poder político  de não ter “a equidade no dicionário”

Cávado

2020-09-29 às 08h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Distribuição de 200 iPad’s pelos novos alunos de todos os cursos marcou o dia de festa na Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), em Vila Verde. Kit Covid de Protecção Individual também foi distribuído por todos os alunos, professores e funcionários.

Os 200 novos alunos da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), em Vila Verde, receberam um iPad de modo a reforçar o uso das Tecnologias da Informação e comunicação (TICs) na aprendizagem. Durante a festa, realizada ontem, em jeito de comemoração dos 27 anos, o director-geral assumiu a EPATV como “uma escola de projecto e inclusiva. Mas João Luís Nogueira deixou o desabafo: “o poder político não tem a equidade no seu dicionário”.
Durante o almoço comemorativo com homenagem aos colaboradores com 20 anos de serviço e a entrega de prémios de mérito aos melhores alunos do ano lectivo passado, o director-geral da EPATV manifestou-se disponível para continuar a lutar “contra o maldizer, a inveja, o analfabetismo e a miopia política” de um “poder político que não tem equidade no seu dicionário”, dotando a escola com “melhores equipamentos e ferramentas e recursos humanos”.
João Luís Nogueira lembrou também “a exclusão da EPATV em projectos de promoção do sucesso escolar, na ausência de entrega de Equipamentos de Protecção Individual (EPI’s), exigência de pagamento de IVA nos investimentos realizados no combate a pandemia da Covid-19”.
Entretanto, o dia de festa começou cedo com a directora Pedagógica, Sandra Monteiro, a distribuir iPad’s aos ‘caloiros’ de Frio e Climatização, numa acção que se estendeu a todos os cursos, num total de 200 alunos, seguindo-se a distribuição de Kit’s de Protecção Individual contra a Covid-19 (com máscaras e álcool gel), num investimento da ordem dos 100 mil euros, sem qualquer ajuda do estado que paga os EPI’s das escolas públicas.
A directora pedagógica assumiu que este é mais “um exemplo” de uma “escola dinâmica, que trabalha para os alunos e para a sua comunidade”. Sandra Monteiro acredita que esta “é uma prova de confiança nos alunos e será um instrumento fantástico de aprendizagem que vai acompanhar o alunos ao longo dos três anos de estudo”.
Depois das sessões de recepção, as turmas do 1.º ano de todos os cursos receberam ontem mais uma ferramenta de trabalho. “Ao longo destes 27 anos a escola tem feito um esforço enorme em acompanhar a evolução dos tempos, hoje não é diferente”, assegurou a directora pedagógica, referindo que “muito decorrente do que se viveu no período de confinamento percebeu-se a necessidade de investir ao nível das novas tecnologias”. E Sandra Monteiro justificou: “a escola já utiliza há muitos anos plataformas e ferramentas tecnológicas nas salas, no entanto, nem todos os alunos tinham acesso ao equipamento tecnológico e percebemos isso durante o período de confinamento, em que alguns alunos apenas conseguiram acompanhar as aulas por telefone e isso é muito exíguo”. Apesar de ter sido possível fazer o acompanhamento dos estudos, “não é assim que a escola quer trabalhar”.
Por isso, a direcção da escola profissional decidiu dar este “grande passo”, já que este equipamento “vai muito além” de um possível novo confinamento ou ensino à distância. “Trata-se de um equipamento que acaba por trazer muitas vantagens, porque permite ao aluno livrar-se de tudo o que é papel. Esta geração é digital, aprende de forma diferente e o ensino tradicional não corresponde ao perfil desta nova geração. Este iPad será um instrumento fantástico e a aprendizagem vai fazer-se de forma mais dinâmica”, assegurou.
Para a directora pedagógica, os 27 anos da escola ficaram marcados por aquilo que vai construindo e pela forma como se vai adaptando. Sempre com novos cursos e novas apostas, a EPATV lançou, este ano, a formação e Cabeleireiro. “Sempre que temos novas áreas de formação implica investimento em novos equipamentos”, destacou Sandra Monteiro, lembrando que “todos os anos têm sido feitos investimentos para acompanhar as tendências de mercado e para que os alunos nunca sintam a diferença quando ingressam no mundo do trabalho”.

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