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Direcção da ‘Domus Fraternitas’ acusada de perseguir trabalhadores
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Direcção da ‘Domus Fraternitas’ acusada de perseguir trabalhadores

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Braga

2017-11-01 às 06h00

Miguel Viana

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviçoes (CESP) acusou ontem a direcção da ‘Domus Fraternitas’, localizada junto ao Colégio de Montariol, de estar a perseguir os trabalhadores, especialmente aqueles que são sindicalizados. A acusação foi feita num protesto realizado à porta da instituição, onde o sindicato deu conta do “clima de terror” vivido pelos funcionários.

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviçoes (CESP) acusou ontem a direcção da ‘Domus Fraternitas’, localizada junto ao Colégio de Montariol, de estar a perseguir os trabalhadores, especialmente aqueles que são sindicalizados.
A acusação foi feita num protesto realizado à porta da instituição, onde o sindicato deu conta do “clima de terror” vivido pelos funcionários.

“O clima é de terror, é de medo, opressão e repressão dentro desta instituição. Os trabalhadores estão demasiado oprimidos e a sofrer na pele retaliações”, alertou Ana Paula Rodrigues, coordenadora do CESP. O clima vivido na instituição justificou, segundo o sindicato, a ausência de muitos trabalhadores no protesto.

A mesma responsável referiu ainda que “desde a tomada de posse que esta direcção tem vindo a ter comportamentos incorrectos com trabalhadores que reivindicam os seus direitos, nomeadamente a aplicação do Contrato Colectivo de Trabalho. Temos três processos disciplinares com intenções de despedimento de dois delegados sindicais. Está ainda em curso um processo disciplinar a uma funcionária administrativa”.

A sindicalista revelou ainda que a administração alega “que os trabalhadores os agridem e despedem os trabalhadores”.
Um dos trabalhadores da instituição presente no protesto, David Silva, confirmou a “perseguição” por parte da direcção da ‘Domus Fraternitas’. “A dignidade humana, a nós trabalhadores, é reprimida. Não temos o direito de ser sindicalizados, somos perseguidos.”

O trabalhador disse ter sido acusado de agredir elementos da direcção, o que, alega, nunca aconteceu. “Inventam uma agressão na pessoa do senhor presidente, porque acharam que queríamos controlar isto tudo. Fizeram ameaças constantes. Diz que eu o agredi e apertei o pescoço. Eu não agredi ninguém”, alegou o funcionário, que acabou por ser despedido.
O sindicato dos Enfermeiros Portugueses associou-se ao protesto porque “temos relatos de alguns enfermeiros que sofrem de assédio moral por parte do grupo que gere a instituição. Há um clima de repressão e de medo que se vive cá dentro”, referiu Nelson Pinto, do Sindicato dos Enfermeiros.

A deputada do PCP na Assembleia da República, Carla Cruz, e Carlos Almeida, dirigente do PCP, também marcaram presença no protesto. “É uma posição solidária com os trabalhadores e uma forma de apoio” referiu Carlos Almeida.
A deputada comunista prometeu levar o caso à Assembleia da República. “Aquilo que o PCP irá fazer é apresentar uma pergunta dirigida ao Ministério do Trabalho e Solidariedade Social, mas também ao Ministério da Saúde. Vamos pedir esclarecimentos ao Governo”, prometeu Carla Cruz.
O ‘Correio do Minho’ tentou, presencialmente e por telefone, contactar a direcção da Domus Fraternitas’, que prometeu dar esclarecimentos à comunicação social “mais tarde”.

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