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Braga

2022-06-20 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Festas de S. João são o “palco maior para as tradições folclóricas”. Na tarde e noite de ontem isso ficou provado com o Cortejo Etnográfico e o Festival Folclórico. Grupos e rusgas anseiam pela grande noite de S. João.

Citação

A chuva chegou a perigar a realização, ontem à tarde, do Cortejo Etnográfico do S.?João, mas, no final da mostra das tradições etnográficas do concelho de Braga, André Marcos, secretário da Associação de Festas, concluiu que o mesmo foi um sucesso, pelo envolvimento de 25 grupos folclóricos e pelo muito público assistente.
O Cortejo, que incluiu carros alegóricos, apresentou a quem se posicionou entre o Arco da Porta ? Nova e a Avenida Central, diveros quadros etnográficos que, na opinião de Hermínio da Costa Machado, da Associação Cultural e Festiva ‘Os Sinos da Sé’, representa “a necessidade de manter memórias de tradições, de formas de trabalhar, de cantar e de ser, que o desenvolvimento tecnológico pode pôr em causa”.

“Momentos como este são precisos, porque a sociedade contemporânea, na sua complexidade, necessita de preservar formas de viver que vão resistindo. Na sociedade não anda tudo à mesma velocidade”, argumentou este folclorista, antes do início do Cortejo Etnográfico onde a Rusga de S. Vicente - Grupo Etnográfico do Baixo Minho mostrou a estética de um casamento braguês de outros tempos e revelou como ainda está viva a crença de muitos romeiros nas graças de S. João enquanto protector das doenças da cabeça.

“Ainda há muitos que vão às capelas de S. João, sobretudo à da Ponte, deixar uma cabeça de cera”, adiantou-nos José Pinto, presidente da Rusga de S. Vicente, grupo etnográfico nascido da vontade de gente que ‘vai, faz e vem das festas’. Também para este amante e estudioso das tradições etnográficas de Braga, nomeadamente as que estão associadas ao S. João, o Cortejo de ontem “é importante para os locais e para os turistas, porque aqui faz-se um pouco de história”. Segundo André Marcos, o Cortejo Etnográfico de S. João foi uma espécie de ‘Dia D’ de regresso à normalidade para a generalidade dos grupos folclóricos, depois de um longo período de paragem provocado pela pandemia.

Para o Grupo Folclórico de S. Miguel de Gualtar, o momento mais relevante do programa de ontem das Festas de S. João foi mesmo “a primeira saída com visibilidade” depois de cerca de dois anos de inactividade.
Criado poucos meses antes da pandemia, o mais jovem agrupamento foclórico do concelho de Braga está a viver o seu primeiro S. João com o entusiasmo que ontem nos foi transmitido pelo seu dirigente Américo Castro. “A pandemia veio condicionar-nos, mas estamos a entrar na normalidade com várias actuações já marcadas para depois do S.?João e com muita gente nova a entrar”, revela-nos o também ‘marcador’ do novel Grupo Folclórico.
Segundo André Marcos, que integra também o Grupo Folclórico da Universidade do Minho, depois da pandemia, “o movimento folclórico do concelho de Braga está vivo e volta este ano a ter o S.?João o seu palco maior”. Ontem, depois do Cortejo Etnográfico, que contou com cerca de 300 participantes, a Avenida Central recebeu o Festival Folclórico de S.?João com as actuações do Grupo Etnográfico Rusga de Joane, Associación Cultural A Barca de Loimil (Pontevedra), Rancho Típico de S. Mamede de Infesta e do Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio.

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