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Dado Gomes é figura de proa na equipa da APD Braga

Desporto

2020-06-23 às 06h00

Redacção Redacção

Experiente jogador começou a praticar basquetebol em cadeira de rodas há 22 anos e já conquistou 16 troféus ao serviço da APD Braga. Aos 53 anos, continua a fazer a diferença na tetracampeã nacional.

Paradigma de longevidade e fair-play, aos 53 anos, Eduardo Gomes continua a fazer a diferença na tetracampeã nacional APD Braga, fruto de uma apetência quase sem paralelo para marcar de qualquer lado. Detentor de 16 troféus pelo emblema minhoto, renova a cada ano o entusiasmo pelo Basquetebol em Cadeira de Rodas (BCR), que só deixará quando não puder mais.
O passado desportivo, resumido às funções de treinador-adjunto nas camadas jovens de uma equipa de futebol, não pressagiava os êxitos que se sucederiam. Eduardo Gomes começou a praticar BCR há 22 anos, “através de Rafael Azevedo”, seu futuro colega e o primeiro contacto bastou. “Nem fui equipado. Apresentei-me lá e o Ricardo (Vieira) pôs-me logo numa cadeira. Fiquei apaixonado. Pensei: “Olha que maravilha”. A partir daí, nunca mais falhei um treino. Amo este desporto”, afirma a perder o fôlego.

De imediato, o fascínio produziu um compromisso ao nível dos melhores, espelhado na dedicação e no olhar aguçado. “Via os outros lançar e comecei a praticar sozinho, em casa, sem cesto, só a fazer o gesto”, resolução com frutos comprovados. O lançamento, virtude que consensualmente lhe reconhecem, aprimorou a cada treino, pela recriação constante da atmosfera do jogo. “Faço cada lançamento como se fosse no último segundo. Digo para mim ‘Estamos a perder por um’ e é com esse lançamento que vamos passar para a frente”.

Uma ida a Vigo acrescentou-lhe soluções de concretização, perante a eficácia à tabela de um jogador do conjunto local, tal como o regresso de Márcio Dias aos minhotos, após experiência em Espanha, pelo Servigest Burgos. “Jogava sempre do lado direito. Quando o Márcio voltou à equipa, perguntou se não me importava de trocar. Tive que me adaptar, e entretanto, comecei a lançar de todos os lados”, explica o veterano. O mérito da evolução atribui também a Carlos Vieira, fundador da APD Braga, e Ricardo Vieira, seu técnico actual. “Foram eles que me incentivaram”, sublinha, a par dos colegas, a quem louva “o apoio espectacular”. Para o treinador da APD Braga, Eduardo “tem uma vivacidade no jogo e intensidade que ‘envergonha’ alguns novos atletas e até de selecção nacional”, dispara, caraterísticas que ajudam a compreender o impacto que mantém no conjunto tetracampeão nacional.
Há, porém, uma mágoa que não se apaga. “Sabes qual é o meu maior desgosto, a minha maior tristeza? Nunca vestir a camisola da selecção”, confessa, apesar de aceitar a ausência das escolhas no passado. “Posso lançar bem, mas os outros têm velocidade”. Da mesma forma, Ricardo Vieira conjectura a disponibilidade de vários atletas da pontuação do seu pupilo, com qualidade, como atenuante para não constar nas convocatórias, mas frisa a injustiça. “Mais não fosse pelo prémio do que tem dado, e acredito ainda tem para dar, merecia ser reconhecido. Gostava de o ter visto mais em estágios, se fosse sub-22 garantidamente ia”, afiança em tom de brincadeira o seleccionador da categoria.

Dissabores à parte, o encanto de Eduardo Gomes pela modalidade não parece afrouxar. “O que eu quero é jogar”.
Para Ricardo Vieira, seleccionador nacional sub-22 e treinador da APD Braga: “O Dado é um caso a estudar pela ciência, pois quanto mais velho, mais vontade tem em crescer como jogador. Como ser humano, é um exemplo com todos, colegas de equipa e adversários. Não conheço um jogador ou agente desportivo (árbitros incluídos) que tenham algo a apontar-lhe, pelo contrário. As inúmeras vezes que já me aborreci com ele, em relação a parar uma jogada para ajudar um adversário ou desistir da mesma por fair-play, fizeram-me entender que não consigo mudar isso”.

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