Correio do Minho

Braga, segunda-feira

- +
D. Jorge apelou aos finalistas para se deixarem interpelar pelo bem comum
Iniciativa ‘Braga Plogging’ é para continuar

D. Jorge apelou aos finalistas para se deixarem interpelar pelo bem comum

Bailarina Bracarense Carolina Costa em destaque no Canadá

D. Jorge apelou aos finalistas para se deixarem interpelar pelo bem comum

Ensino

2019-05-12 às 13h00

Paula Maia Paula Maia

Num mundo que necessita de uma mudança, o Arcebispos de Braga apelou aos mais de mil estudantes presentes na cerimónia de Bênção dos Finalistas para abraçarem a sua vocação e alargar os horizontes das suas responsabilidades.

Responsabilidade e vocação. Estas foram as palavras centrais da homilia do Arcebispos de Braga na cerimónia de Bênção dos Finalistas - a mais participada de sempre - que teve lugar, na tarde de ontem, na Avenida Central.
Num discurso crítico quanto aos valores que regem a sociedade actual, D. Jorge Ortiga assume que urge “um novo humanismo” que inverta a história das sociedades,” dando-lhe um outro rumo. “Não bastam os interesses particulares ou partidários. Impõe-se uma cultura do bem-estar para todos a nível local e internacional”, referiu D.?Jorge.
E nem as universidades escapam às críticas do prelado. “Talvez tenham entrado neste jogo do utilitarismo imediato” referiu D.?Jorge, acrescentando que estas instituições esquecem-se de outras dimensões. “Estamos a ser conduzidos por aparências sem a devida ponderação. A economia não é tudo e os horizontes da vida devem ser mais largos e englobar valores perenes”, diz.
Neste sentido, o Arcebispo de Braga apelou aos finalistas que assumam uma postura de responsabilização perante a sociedade, o papel de protagonistas da construção da própria história.“Nunca nos poderemos resignar à postura de espectador, abstendo-se da construção da História”, apelou o arcebispo numa alusão ao “momento decisivo” da história da Europa.
Reconhecer a vocação e colocá-la ao serviço do bem comum foi outro dos apelos deixados pelo Arcebispo de Braga, porque segundo o prelado, “as profissões a abraçar devem ter sempre esta consciência de que muita coisa depende de nós”. E quando tudo convida agir de um modo mais “cómodo”, importa “que alguns arrisquem a viver não só pelo brio profissional, mas também pelas exigências sempre novas de uma vida enquanto vocação. Fazer a experiência que alguém chama a projectos inovadores capazes de proporcionar felicidade a todos”, diz.
Considerando que todos têm de trabalhar, por vezes, aceitar aquilo que encontra, D. Jorge apelou ainda aos mais de mil finalistas presentes para que nunca renunciem os seus sonhos, nunca “enterrem” uma vocação. “Continua a procurar, pelo menos, modos parciais ou mesmo imperfeitos de viver aquilo que, segundo o teu discernimento, reconheces como uma verdadeira vocação”, proferiu. E esta vocação pressupõe, muitas vezes, deixar tudo para abraçar um projecto de entrega total às causas de Deus e dos outros, como é a vocação sacerdotal. Mas, em qualquer dos trajectos a abraçar, D. Jorge afirma que muito se deverá fazer “além do bem-estar pessoal e familiar”. E foram vários os exemplos deixado pelo prelado nesta cerimónia. No campo da medicina D. Jorge diz que ela não necessita de só bons profissionais, mas quem “questiona” e “responsabiliza”. “Um médico não cuida só de si mas também deve lutar por um Sistema Nacional de Saúde interessando-se vivamente pela causa dos doentes”, diz.
O exemplo estende-se também aos campos da economia, onde importa “testar esta consciência de co-responsabilização pelo bem comum”, e à educação onde os conhecimento técnicos não são “suficientes”, impondo-se a necessidade de “alguém ser intérprete de uma inquietação capaz de responder aos novos desafios sem trair um humanismo integral com princípios que orientem a vida pessoal”.
“Apenas quis dizer-vos que a vida é uma vocação. Senti-vos chamados para a responsabilidade de construir um mundo novo”, rematou D. Jorge Ortiga, que apelou aos finalistas presentes neste cerimónia para se deixarem interpelar pela lógica do bem comum.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.