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CTB reforça qualidade artística na criação e na formação de públicos
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CTB reforça qualidade artística na criação e na formação de públicos

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Braga

2014-03-12 às 06h00

Isabel Vilhena

Liberdade, solidão e cidadania são os pilares onde assenta a actividade da Companhia de Teatro de Braga no quadriénio 2013/2016 nas áreas da criação teatral e da formação de públicos.

A Companhia de Teatro de Braga (CTB) que completa no ano que vem a madura idade de 35 anos, apresentou ontem a actividade da CTB para o quadriénio 2013/2016 nas áreas da criação teatral e da formação de públicos. Liberdade, solidão, cidadania são os três conceitos estruturantes em que vai assentar a actividade da CTB.

Com um orçamento mais confortável este ano, cerca de 530 mil euros, dos quais 340 mil são financiados pela Direcção Geral de Espectáculos, e os restantes 12 mil euros do munícipio de Braga e o apoio mecenático de 25 mil euros da DST.

No calendário de estreias para este ano, estão previstos quatro espectáculos: ‘Em Pessoa’ a partir de textos de Fernando Pessoa direccionado para as escolas; ‘Um Picasso’, um texto de um autor contemporâneo americano, Jeffrey Hatcher (estreia a 2 de Maio); ‘Os músicos de Bremen’ a partir do conto dos Irmãos Grimm (estreia em Junho); e no final do ano estreia ‘Os Desaparecidos’ de Alexej Schipenko (estreia a 11 de Outubro em Munique e a 5 de Novembro em Braga). Haverá ainda lugar para a reposição de seis espectáculos como o ‘Auto da Barca’, ‘ O último acto’, ‘Falar Verdade a Mentir’, ‘A conversa com o Homem Roupeiro’, ‘O concerto à la Carte’ e as ‘Orações de Mansata’, este último conferiu, pela primeira vez a Portugal o estatuto de líder de um projecto europeu na área da criação artística.

Na apresentação das principais linhas de actuação da CTB, Rui Madeira o director da companhia de teatro, reforçou a aposta na formação de públicos com o ‘Braga Cult 2’. Este projecto visa a revitalização cultural da zona histórica e urbana da cidade, a partir de novas propostas e dinâmicas que, de modo sustentado, garantam a participação activa dos cidadãos, na busca de melhores públicos e mais qualificada cidadania.

O projecto está estruturado em oficinas, este ano organizadas em quatro áreas: expressão; palavra, áudio e vídeo. Na área da palavra centrada na escrita e na memória, Rui Madeira anunciou que “logo que que haja condições para concorrer a um novo quadro de apoio iremos avançar com um centro de dramaturgia e pesquisa teatral”.

No que toca ao áudio, foi já apresentado um projecto à Fundação Gulbenkian no sentido de editar três áudio books, dois sobre autores vivos de Braga, José Manuel Mendes e Virgilio Alberto Vieira e outro sobre Sá de Miranda. Todas as acções desenvolvidas no âmbito do ‘BragaCult’ vão ser mostradas à cidade no mês de Abril.

Ricardo Rio desafia à criação de um serviço educativo cultural

A mudança de ciclo político foimarcada pela presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, na apresentação da programação para 2014 da Companhia de Teatro de Braga (CTB).

No final da apresentação, Ricado Rio deixou dois desafios: o primeiro dirigido ao director da CTB, Rui Madeira, convidando-o a integrar o recém-criado Conselho Cultural da cidade e o segundo mais voltado para a Companhia de Teatro no sentido de criar uma resposta integral que aborde as várias vertentes culturais, criando hábitos de frequência cultural.“Se há algo que todos sentimos falta no concelho de Braga em matéria de cultura é um trabalho sustentado em matéria de formação de públicos e de criação de hábitos culturais junto da população mais nova” defendeu Ricardo Rio.

De assinalar ainda o protocolo que a CTB estabeleceu com o município de Barcelos para a apresentação de espectáculos e de outras estruturas de criação nacionais e estrangeiras no Teatro Gil Vicente. Para Rui Madeira “este é um importante passo na consolidação do Quadrilátero Cultural e na forma de olharmos para o território”.

E acrescenta: “hoje temos equipamentos de várias dimensões neste quadrilátero que tem cerca de um milhão de habitantes e que se gastou muito dinheiro e não se olhou para a complementaridade deles, mas que um futuro próximo obrigatoriamente vamos ter que ter uma acção mais pensada sobre a programação do território em detrimento de valorizarmos apenas cada concelho”, argumentou Rui Madeira.

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