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Braga

2014-03-14 às 22h28

Redacção

De 20 a 23 de março a Companhia de Teatro de Braga estará no Brasil para apresentar duas das suas produções, Concerto 'à la Carte' de Franz Xaver Kroetz e Conversa com o Homem Roupeiro de Ian McEwan. Esta digressão insere-se na Mostra 'Teatro Contemporâneo Português' que decorre durante o mês de março na cidade de São Paulo. As apresentações terão lugar no Teatro Popular João Caetano.

De 20 a 23 de março a Companhia de Teatro de Braga estará no Brasil para apresentar duas das suas produções, Concerto 'à la Carte' de Franz Xaver Kroetz e Conversa com o Homem Roupeiro de Ian McEwan. Esta digressão insere-se na Mostra 'Teatro Contemporâneo Português' que decorre durante o mês de março na cidade de São Paulo. As apresentações terão lugar no Teatro Popular João Caetano.

Nos dias 20 e 21 será apresentado Conversa com o Homem Roupeiro, um espetáculo para maiores de 16 anos com interpretação de Rui Madeira.

'Em Conversa com o Homem Roupeiro estamos quase no fim ou no fim mesmo do caminho. A disponibilidade para a Luta já terminou. A conversa inicia-se depois da batalha perdida e com o personagem assumidamente derrotado. Exausto. Já não come, não se veste, não paga a renda, não ousa sair… bate punhetas. É um número. Cabe num qualquer ficheiro, em qualquer armário. Está disponível para se entregar e ser manipulado. A quem e por quem? Ao e pelo Estado, claro!
Através dum humor requintadamente negro, McEwan instala o personagem numa perspectiva paradigmática e perversa. A máxima responsabilização do Estado no momento exacto em que esse mesmo Estado se demite das suas funções perante o cidadão. O personagem/cidadão diz: estou aqui, fiz tudo o que estava humanamente ao meu alcance para ser normal. Acreditei no vosso discurso. Não funcionou. ok! Eu já não aguento mais. Agora a responsabilidade é totalmente vossa. Estou consciente e disponível. Matem-me! Não preciso da vossa liberdade, não me governo com ela, “ na verdade, lembro-me agora de por vezes ter desejado menos liberdade. A liberdade condicional não me paga a comida e a renda. Quero ser pequeno, não quero este barulho e estas pessoas à minha volta. Quero estar longe disso tudo, no escuro”. Esqueçam-se de mim.' (Rui Madeira).

*** Nota da Companhia de Teatro de Braga ***

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