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Cristina Troufa expõe na zet gallery em Braga
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Cristina Troufa expõe na zet gallery em Braga

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Braga

2019-03-21 às 20h00

Redacção

Até 4 de Maio é possível visitar gratuitamente a exposição individual de Cristina Troufa, na Zet Gallery, em Braga.

Até 4 de maio é possível visitar gratuitamente a exposição individual de Cristina Troufa, na zet gallery, em Braga. Com curadoria de Helena Mendes Pereira, "Utopia" desenvolve-se a partir de uma selecção de poemas de Sophia de Mello Breyner (1919-2004), no ano em que se assinala o centenário do seu nascimento.

Em UTOPIA a artista, que nasceu no Porto e trabalha a autorepresentação, apresenta sete dezenas de obras, entre pintura, desenho e instalação, produzidas desde 2007, mas com particular enfoque nos últimos três anos. O trabalho de Cristina Troufa é, de acordo com a própria, “algo espiritual, uma viagem entre várias vidas e diferentes estágios no tempo, na mesma vida, coexistindo lado a lado, através de estratégias de autorepresentação que, no limite, questionam o sentido da vida. O meu trabalho é sobre a minha vida, sobre mim e sobre as minhas crenças.”

UTOPIA ilustra a obra de Cristina Troufa que, a partir de fotografias que capta de si própria, com destaque para a luz e cor. Através do acrílico expressa simbolicamente as reflexões e conversas que tem consigo. As suas pinturas, propositadamente de aspeto inacabado, refletem a admiração pelos pintores impressionistas e pela utilização das superfícies lisas, sem grande tratamento, típicas dos pós impressionistas. Paula Rego, Graça Morais e Júlio Pomar são algumas das referências contemporâneas nos campos da manipulação cromática e da construção cénica.

No catálogo que serve de apresentação à exposição, a curadora sublinha a sua visão da trabalho da artista e sintetiza o espírito de UTOPIA. “A artista é sempre o foco da sua própria pintura, alargando-nos o ponto de fuga para uma ideia mais abrangente da Mulher, das suas forças, fraquezas, tentações, misticismos, dúvidas e delitos. A utopia feminina é a utopia de Cristina que se cruza com a utopia de Sophia, numa meta-leitura entre poesia, imagem, música e celebração”. E acrescenta: “na autorepresentação de Cristina Troufa não sentimos o medo da dor ou da exposição das fraquezas. Deparamo-nos com a inteligência e a crueza dos sentidos, com a agressividade e a doçura das expressões, com a violência e a candura dos gestos, com o erotismo e o pudor dos corpos”.

A exposição, de entrada livre, estará patente até 4 de Maio.

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