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Criar novas formas de confeccionar lampreia para chegar a novos públicos
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Criar novas formas de confeccionar lampreia para chegar a novos públicos

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Alto Minho

2019-02-09 às 06h00

Paula Maia

ENTIDADES ligadas ao comércio e valorização da lampreia destacam a importância de promover novas formas de confeccionar a iguaria para cativar nos públicos e potenciar ainda mais uma iguaria com forte impacto na economia do Alto Minho.

Criar novas alternativas de confeccionar a lampreia de forma a chegar a novos públicos e, desta forma, potenciar uma das principais iguarias do Alto Minho com reflexos na economia e identidade da região é um dos objectivos a que se propõe as principais entidades que estão ligadas ao comércio e valorização desta iguaria que constitui já um cartão de visita da região.
Esta foi também a opinião unânime dos oradores convidados da tertúlia gastronómica ‘Sua Excelência Lampreia do rio Minho -?Património e Sustentabilidade’, que ontem teve lugar em Vila Praia de Âncora, Caminha, um dos seis Municípios que integram a X edição da ‘Lampreia do rio Minho - Um prato de excelência’, projecto da ADRIMINHO - Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho que visa a promoção da lampreia como um recurso local com forte impacto na economia local, tornando o Vale do Minho um destino gastronómico de excelência.
Classificando a lampreia como uma iguaria de “elegância extrema”, conferida pela sua textura única, Álvaro Costa, Chefe de Cozinha, Consultor Gastronómico e um dos oradores desta tertúlia diz que cabe a esta nova geração de Chefes de Cozinha a missão de “promover novas alternativas de confecção da lampreia, novos padrões de utilização, com outra estética e equi- líbrio, até do ponto de vista dos acompanhamentos”.
Sem perder a sua matriz tradicional, o chefe explica que é necessário adequar o produto a outros gostos, chegando, desta forma, a um leque mais abrangente de públicos.
Álvaro Costa, que já passou pelas cozinhas das mais conceituadas cadeias de hotéis nacionais e internacionais, assumindo agora a liderança da cozinha de um dos principais restaurantes de Vila Praia de Âncora, dá o exemplo desta casa que recuperou um prato antigo do seu receituário, Lampreia à Fricassé, dando-lhe uma versão mais “modernista”.
O chefe elogiou ainda algumas das novidades apresentadas pelos alunos da ETAP - Escola Profissional feitas com lampreia, um exemplo de “potenciação da matéria-prima que faz todo o sentido” e um exemplo que que “o Alto Minho deve agarrar”. Álvaro Costa diz que a concentração de ideias e dinâmicas promovidas por iniciativas como este devem ser potenciadas no sentido de salvaguardar a materia-prima que é a lampreia.
Também o presidente da câmara de Caminha corrobora esta ideia. Miguel Alves fala da importância de “reinventar” a lampreia. “A?lampreia é um prato desafiante, que precisa de ser trabalhado, que exige aquilo que podemos dar de diferente. Por isso, temos de facilitar a vida àqueles que nunca a provaram, tornando-a mais atractiva, mais capaz de ser saboreada por um conjunto de pessoas que não gostam muito dela ou que nunca a experimentaram. Esse é um grande desafio para atrairmos mais gente”, afirma o autarca de Caminha, frisando a marca da lampreia do Rio Minho, única no mundo”.
“As formas mais tradicionais de saborear a lampreia são já saboreadas por aqueles que já gosta dela. Mas temos de ter a capacidade para chegar a outro tipo de públicos”, diz ainda a propósido o autarca do Alto Minho.
Se a forma como é apresentada à mesa se torna de extrema importância, Miguel Alves não descura a importância que toda a “cadeia”, que inicia na pesca, passando pela comercialização até ao prato, deve merecer. “Devemos valorizar a actividades piscatória no seu todo e o que temos na mesa, porque se não for saborosa, atractiva, não vai ter o valor económico que queremos”, remata.

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