Correio do Minho

Braga, sábado

Congresso quer colocar D. Rodrigo de Moura Teles na memória dos bracarenses
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Congresso quer colocar D. Rodrigo de Moura Teles na memória dos bracarenses

Rocha Armada preside à Associação Europeia de Gestão Financeira

Braga

2017-10-13 às 06h00

Isabel Vilhena

D. Rodrigo de Moura Teles (1644-1728) é provavelmente o mais ignorado dos maiores vultos da cultura portuguesa dos séculos XVII-XVIII. Designado Arcebispo Primaz de Braga em 1704, D. Rodrigo de Moura Teles deu início a um dos mais notáveis arcebispados que a cidade conheceu ao longo da sua história. Homem de uma enorme erudição e de uma invulgar sensibilidade política, D. Rodrigo arquitectou um programa invulgarmente coeso em termos económicos, sociais, artísticos e religiosos que iria transformar a sociedade e a paisagem sagrada da arquidiocese.

D. Rodrigo de Moura Teles (1644-1728) é provavelmente o mais ignorado dos maiores vultos da cultura portuguesa dos séculos XVII-XVIII. Designado Arcebispo Primaz de Braga em 1704, D. Rodrigo de Moura Teles deu início a um dos mais notáveis arcebispados que a cidade conheceu ao longo da sua história. Homem de uma enorme erudição e de uma invulgar sensibilidade política, D. Rodrigo arquitectou um programa invulgarmente coeso em termos económicos, sociais, artísticos e religiosos que iria transformar a sociedade e a paisagem sagrada da arquidiocese.

Colocar D. Rodrigo de Moura Teles mais presente na consciência histórica dos bracarenses é um dos objectivos centrais do Congresso de homenagem a Dom Rodrigo de Mota Teles que decorre até amanhã no Hotel do Parque, no Bom-Jesus.
“Cabe-nos nesta memória, ir buscar personagens que marcaram a história de Braga e da diocese. E, no caso de D. Rodrigo de Moura Teles estamos a recuperar algo de muito precioso”, afirmou o cónego José Paulo Abreu, responsável pela organização do congresso.

O cónego salienta o vasto programa de construções de D. Rodrigo que “marcou indelevelmente a cidade de Braga com monumentos emblemáticos como o Bom Jesus do Monte, a Capela de São Sebastião das Carvalheiras e a Igreja de Santa Maria Madalena da Falperra, entre muitas outros, cujo estudo e preservação é urgente assegurar”.

José Paulo Abreu destacou ainda o profundo olhar social, atento e solícito, do pastor arquidiocesano, com destaque para o Convento da Penha de França e para a Casa das Convertidas. “Além das construções e do novo rosto que deu à cidade, o Prelado estendeu a sua actividade e solicitude pastoral a toda a Arquidiocese de Braga; deixou marcas com os seus escritos, muitos de cunho pastoral; sob sua direcção e convocatória ocorreu um Sínodo Arquidiocesano. “E ainda hoje”, frisa o cónego, “os Lausperenes falam da sua devoção eucarística”. “Dentro da mesma dinâmica espiritual se entende o fenómeno associativo, patente em tantas Irmandade e Confrarias que patrocinou, integrou e favoreceu”.

Assente nos sete castelos do brasão de D. Rodrigo de Moura Teles, o congresso acolhe contributos de vários especialistas, com perspectivas e abordagens distintas, tendo em comum o estudo da vida e a obra de D. Rodrigo de Moura Teles, assim como o seu impacto na sociedade bracarense no primeiro quartel do século XVIII.

‘Restaurador do Bom Jesus’ dá novo impulso a candidatura

O impulso que D. Rodrigo de Moura Teles deu no processo de reabilitação total da estância do Bom Jesus: constrói um novo templo no Terreiro de Moisés, de forma elíptica; delineou os escadórios iniciando-os pelo pórtico; as Capelas da Via-Sacra; os Escadórios dos Cinco Sentidos, serve novamente de alavanca no processo de candidatura deste santuário a Património da Humanidade, por parte da Unesco.

O cónego José Paulo Abreu afirmou que a realização do congresso de homenagem a D. Rodrigo de Moura Teles “é mais um degrau nesta longa escadaria que esperamos que nos venha a conduzir até esse almejado título de Património Mundial. É um contributo muito importante. O Bom Jesus de Braga já está na lista indicativa e agora espera-se pelas votações. Esperemos que dentro dos 50 monumentos que integram essa lista, o Bom Jesus faça parte da minoria que terá direito a esse título”.

José Paulo Abreu lembra que “há em Congonhas, no Brasil, uma réplica do Bom Jesus, já devidamente valorizada com classificação de Património Mundial, e o Bom Jesus de Braga ainda está em processo de classificação deste património, em notório atraso a esse congénere que temos no Brasil”.

Segundo o cónego, “D. Rodrigo de Moura Teles é um homem muito grande que merece ser realçado e chegou a altura de o fazer neste enquadramento que é a candidatura do Bom Jesus a Património Mundial. Temos tomado imensas medidas e iniciativas para esta candidatura”.
Em 1720, D. Rodrigo de Moura Teles “o restaurador do Bom Jesus”, vendo o estado lamentável a que tinha chegado o templo devido ao quase abandono causado pela administração do Deão Francisco Pereira da Silva, nomeia-se Juiz da Confraria e inicia um processo de reabilitação total da estância.

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