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Concelho celebra “felizes coincidências”

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Concelho celebra “felizes coincidências”

Alto Minho

2021-04-10 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Centenário do edifício dos Paços de Concelho e o arranque das comemorações dos 700 anos da atribuição do foral a Vila Nova de Cerveira pelo Rei D. Dinis foram celebrados ontem numa cerimónia solene muito restrita.

Vila Nova de Cerveira esteve ontem em festa e celebrou “felizes coincidências”: os 100 anos do edifício dos Paços do Concelho, inaugurado a 9 de Abril de 1921, e o arranque da programação alusiva aos 700 anos da Fundação de Vila Nova de Cerveira (1 de Outubro de 1321). “Tivemos e temos gente de garra, de fibra, trabalhadora e empreendedora. A história ensina-nos quase tudo na vida. Por isso, temos de a conhecer muito bem para desenvolver o presente e programar o futuro”, assumiu o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira. Apesar da pandemia, Fernando Nogueira defendeu que “as datas históricas têm de ser devidamente assinaladas”.
A cerimónia realizada ontem, “infelizmente”, não foi a cerimónia idealizada. “Queríamos ter os cerveirenses porque os Paços do Concelho é a casa de todos os munícipes, mas é o possível dado o contexto excepcional que estamos a viver com esta pandemia Covid-19”, justificou o presidente da autarquia, durante a sessão solene muito restrita.
“Este edifício é, sem dúvida, uma marca da nossa identidade porque já reúne 100 anos de história do poder autárquico local e é um símbolo da democracia”, lembrou Fernando Nogueira.
Foi com “muita resiliência, sacrifício e um esforço incalculável” que os antepassados ergueram o edifício dos Paços do Concelho, mesmo perante “sucessivos impasses burocráticos e financeiros”. Mas também aí, contou o presidente, os “cerveirenses uniram-se e fizeram história”.
O edifício dos Paços do Concelho, continuou o autarca, “está bem conservado e demonstra a solidez e a consistência com que foi projectado e construído”. Esta “casa” diz muito aos cerveirenses e Fernando Nogueira recordou que foi um edifício “construído com muito suor, muito trabalho, persistência e resiliência em tempos difíceis”.
Na altura, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira “pediu um enorme empréstimo para construir este edifício, mas não chegou e teve que reforçar o empréstimo”, referiu o presidente, destacando ainda “os donativos dos cerveirenses, um povo com grande alma e generoso”.
O dia de ontem foi “muito especial”, já que o edifício dos Paços do Concelho é “o símbolo do poder autárquico local que se quer preservar, porque é importante e fundamental a proximidade com os cidadãos”.
A cerimónia de ontem celebrou “a feliz coincidência” dos 100 anos do edifício dos Paços do Concelho e dos 700 anos da Fundação de Vila Nova de Cerveira. “Queremos comemorar, se a pandemia deixar, no dia 1 de Outubro a data com a grandiosidade que Vila Nova de Cerveira, os cerveirenses e a nossa história merecem”, evidenciou Fernando Nogueira, garantindo que mesmo que ainda não seja possível festejar como se pretende “a data nunca poderá ficar esquecida e será sempre celebrada com as regras de segurança para preservar a saúde pública”.
Este ano, as eleições autárquicas poderão “condicionar” também a celebração dos 700 anos da atribuição do foral a Vila Nova de Cerveira pelo Rei D. Dinis. “Se as eleições autárquicas se realizarem antes, vamos comemorar a data no dia 1 de Outubro, se as eleições autárquicas forem depois desse dia, teremos, com autorização da assembleia municipal, fazer a comemoração na semana seguinte às eleições autárquicas”, explicou o presidente, admitindo que “não dignificaria a história do concelho ser misturada com as eleições autárquicas”.
Até lá, o Município de Vila Nova de Cerveira tem “uma vasta agenda” de actividades, que está sujeita à situação pandémica. Para além do lançamento de dois livros históricos sobre o concelho, a programação conta ainda com conferências, quatro concertos, quatro noites de fado e ainda uma “surpresa” no âmbito de um projecto sobre os monumentos do concelho.

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