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Comissão Europeia atribui estatuto de consórcio a Infraestrutura de Investigação em Recursos Microbianos, sediada na UMinho
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Comissão Europeia atribui estatuto de consórcio a Infraestrutura de Investigação em Recursos Microbianos, sediada na UMinho

Ensino

2022-07-14 às 16h14

Redacção Redacção

MIRRI é a primeira rede coordenada por Portugal com o estatuto European Research Infrastructure Consortium (ERIC)

Citação

A Infraestrutura de Investigação em Recursos Microbianos (MIRRI), sediada na Universidade do Minho, recebeu o estatuto de European Research Infrastructure Consortium (ERIC) da Comissão Europeia. Esta infraestrutura liderada por Portugal (Braga) e Espanha (Valência) tem como cofundadores a Bélgica, França e Letónia, como candidatos a Grécia, Itália, Países Baixos e Polónia e como observadora a Roménia, havendo outros países interessados. O projeto preserva, investiga, fornece e valoriza um portefólio de meio milhão de microrganismos, tendo ainda serviços de formação, educativos e altamente especializados.

A MIRRI passa assim a ter uma estrutura legal estável, com vantagens administrativas usufruídas por organizações internacionais, contribuindo para uma maior consolidação e sustentabilidade a longo prazo. O estatuto ERIC é atribuído às principais infraestruturas de investigação europeias em vários domínios. É agora atribuído pela 24ª vez desde 2011, sendo a primeira vez com coordenação portuguesa. A decisão acaba de ser publicada no Jornal Oficial da UE, assinada pela comissária europeia para a Inovação e Investigação, Mariya Gabriel, e confirma os elogios feitos à MIRRI em 2021, no relatório do Fórum Estratégico Europeu sobre Infraestruturas de Investigação.

“A MIRRI-ERIC pode agora tornar-se o ponto de encontro da biodiversidade microbiana com a biotecnologia e a bioeconomia”, diz o seu diretor executivo, Luís Soares, também ligado ao Centro de Engenharia Biológica da UMinho. “Esta infraestrutura está mais fortalecida e vai certamente atrair outros países e organizações de alto nível da Europa e além”, refere o professor Nelson Lima, cofundador da iniciativa e diretor da Micoteca da UMinho.

A presidente da assembleia do MIRRI, Marleen Bosschaerts, também se mostra “muito satisfeita” com a nova fase, pois recompensa o trabalho de todos os parceiros ao longo de vários anos. Já a presidente do Fórum Interino de Coordenadores Nacionais do MIRRI, Rosa Aznar, congratula-se por “mais um passo para o MIRRI ser um ator de referência no Espaço Europeu de Investigação”.



Sobre a MIRRI
Agregando mais de 50 centros, institutos e coleções de culturas, serve as comunidades da biociência e da bioindústria, facilitando o acesso à mais ampla gama de microrganismos de alta qualidade e seus derivados, além de dados e serviços associados, com foco especial nas áreas de saúde, alimentação, agroalimentar, meio ambiente e energia. Ao servir os utilizadores, colaborando com outras infraestruturas científicas, autoridades públicas e decisores políticos, a MIRRI contribui para o avanço da investigação e inovação nas ciências da vida e biotecnologia, bem como para uma bioeconomia sustentável, competitiva e resiliente. Tem o site www.mirri.org.

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