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Comerciantes apelam aos bracarenses para comprarem no comércio local

Braga

2020-05-29 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Associação Comercial de Braga lançou uma nova campanha de apoio ao comércio local, incentivando os bracarenses a fazerem as suas compras nas lojas locais, comprando também o que é nacional.

‘O Comércio local precisa de si. Compre aqui’. Este é o apelo feito pela Associação Comercial de Braga (ACB) que, em parceria com a Câmara Municipal de Braga, lançou mais uma campanha de apoio ao comércio do concelho, incentivando os bracarenses a fazerem compras nos estabelecimentos comerciais locais e procurando dar um impulso às vendas comerciais que ainda se mostram muito tímidas nesta retoma.
Confiança continua a ser a chave para abrir definitivamente as portas aos negócios e, de acordo com o presidente da ACB, o que se pretende é transmitir aos consumidores que podem fazer compras no comércio local com toda a segurança.

Assim, e após o lançamento do selo ‘Estabelecimento Seguro’ - que conta desde segunda-feira com meia centena de aderentes - a associação lança agora um apelo aos bracarenses para que comprem no comércio local, numa campanha que terá na sua face mais visível um dístico que será colocado à entrada de cada espaço comercial com a mensagem ‘O comércio local precisa de si. Compre aqui’.
“O objectivo é que os bracarenses dêem preferência ao comércio local porque com isso estão também a assegurar postos de trabalho, muitas vezes das nossas famílias”, frisou ontem o presidente da ACB, Domingos Macedo Barbosa, durante a apresentação da campanha.

O dirigente diz que todos os estabelecimentos comerciais estão a cumprir as regras de segurança, pelo que os clientes podem efectuar as suas compras com toda a segurança.
“Ao fazer comprar no comércio local, apelamos também aos consumidores que optem pelos produtos nacionais. Esta é também uma altura para apelar para comprarem o que é nosso”, continua o presidente da ACB, acrescentando que a mensagem é extensível aos concelhos vizinhos que devem apostar em campanhas de apoio ao comércio local, incentivando os seus residentes a fazerem compras nas lojas do seu próprio concelho.

“Receitas não são ainda suficientes para colmatar as despesas”

O bom tempo que se tem feito sentir tem atraído muitas pessoas para as ruas e as zonas comerciais, mas o presidente da ACB diz que a retoma é ainda muito tímida e diferenciada nos mais variados sectores de actividade. “Estamos já a assistir a uma adesão de consumidores, mas que não são ainda suficientes para manter as despesas do comércio”, garante Domingos Macedo Barbosa, acrescentando que os comerciantes têm de abrir as suas lojas “sem a certeza se vão ou não ter clientes”. “É desolador chegarem ao fim do dia e não terem receita que lhes permita pagar a luz, a limpeza, os funcionários e os direitos ao Estado”, continua do dirigente da ACB, dando conta que este tem sido o eco transmitido pelos empresários neste reinício de actividade.

Domingo Macedo Barbosa assegura também que a retoma “não é linear” em todos os sectores de actividade.
“Há sectores e locais que estão já a sentir uma adesão que é esperançosa, mas há outros que estão muito aquém do que era pretendido”, avança o presidente da ACB, explicando que os negócios onde a retoma está a ser mais notória são os que “não estavam tão focados para o turismo”.

“Como se sabe os turistas, sobretudo o que vinham do estrangeiro, desapareceram e o comércio de Braga - assim como o de outras regiões - tinha feito um ajustamento da sua oferta a essa procura. Como neste momento a procura não é a mesma, esses negócios ressentem-se”, diz a propósito.
O dirigente reitera ainda a importância do governo delinear medidas para o apoio à retoma do comércio, indicando que a tutela está já a trabalhar um conjunto de informações que recolheu. “Para os próximos dias está previsto o lançamento de novas medidas para esta nova fase, ajustando as que tinham sido a uma realidade que é hoje totalmente diferente”, diz Domingos Macedo Barbosa, referin- do-se concretamente ao layoff, às moratórias e o crédito às empresas.

Altino Bessa quer um “olhar diferenciador” para a restauração, hotelaria e comércio

Os sectores da restauração, do alojamento, do comércio local e da animação são os que estão a enfrentar mais dificuldades na retoma da sua actividade pela especificidade dos seus negócios. Nesse sentido, o presidente da Associação Comercial de Braga diz que a tutela deve lançar um olhar atento para estes sectores, prolongando as medidas de apoio aos empresários.
“As empresas não podem, de um momento para o outro, ficar com a responsabilidade dos funcionários que tiverem de dispensar sem que tenham facturação que o justifique”, diz o dirigente da ACB referindo-se ao prolongamento do lay-off.

Quem corrobora a ideia é o vereador do Turismo da câmara de Braga que defende o prolongamento da medida até ao final do ano para os sectores que estão “em maior dificuldade”.
“Há sectores que precisam de um olhar diferenciador.?Quando não podemos chegar a todo o lado temos de focar aquelas que são as disponibilidades financeiras em sectores que são mais atingidos”, referiu Atino Bessa durante a apresentação da campanha de apoio ao comércio local, referindo à restauração, ao comércio tradicional e à hotelaria. “São sectores onde se fazem mais sentir esta grande recessão que estamos a enfrentar”, diz o vereador.
Além do lay-off, Altino Bessa defende também o alargamento das linhas de crédito, já que as actuais estão “esgotadas”.

O vereador chama também a atenção para os pagamentos especiais por conta, considerando que esta medida de tributação às empresas tem de ser suspenso nestes sectores em concreto.
“Já se percebeu que estas empresas vão ter prejuízos no final do ano. Estar a fazer este pagamento sobre um hipotético lucro que no final do ano terá de ter um acerto de contas é descapitalizar ainda mais as empresas quando estas já não têm dinheiro para fazer face às despesas actuais”, explica o vereador.

No que diz respeito à acção do município, o vereador do Turismo explica que a autarquia, através da Protecção Civil, pretendeu dar um cunho a esta campanha de apoio ao comércio local através da disponibilização de um selo com um conjunto de regras de acesso e permanência em estabelecimentos comerciais do comércio e da restauração. “Este é uma espécie de selo de garantia que confere confiança ao cliente de que o serviço irá ser prestado com qualidade”, explica a propósito o vereador, adiantando que o cumprimento das regras é feito numa base de confiança e responsabilidade por parte dos comerciantes, “os principais interessados em prestar um serviço de qualidade”, embora estejam previstas sanções para quaisquer incumprimentos reportados. Altino Bessa frisa que é necessário acatar cuidados, mas isso não significa que se cultive o medo.

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