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Combinando realidade e ficção, o som e a luz e os corpos de ´Take´ fazem história no CCVF a 27 de abril

Vale do Ave

2024-04-22 às 15h00

Redacção Redacção

Quando pensamos em som, a primeira imagem é a de ondas invisíveis que viajam pelo ar, captadas pelos nossos ouvidos e interpretadas pelos nossos cérebros. Mas para além da sua dimensão auditiva, o som tem peso, movimento e força. Uma força física que ultrapassa a própria audição e atua no corpo, que recebe e reage às suas vibrações, presença tangível no espaço que nos rodeia. Nesta peça coreográfica, o som foi pensado num contexto cinematográfico, como ferramenta narrativa, evocando histórias, reforçando contextos e ativando perspetivas de observação.

Citação

No próximo sábado 27 de abril, às 21h30, a obra "Take" é apresentada em Guimarães no Grande Auditório Francisca Abreu do Centro Cultural Vila Flor, proporcionando-nos uma viagem à boleia do som e das suas surpreendentes características num espetáculo com cinco intérpretes pensado num contexto cinematográfico. Os reconhecidos coreógrafos e bailarinos São Castro e António M Cabrita são os responsáveis pelo conceito e coregrafia desta criação realizada para a Companhia Instável, centro coregráfico que ao longo de mais de duas décadas goza de colaborações com alguns dos mais conceituados coreógrafos portugueses e estrangeiros para gerar obras originais.

Quando pensamos em som, a primeira imagem é a de ondas invisíveis que viajam pelo ar, captadas pelos nossos ouvidos e interpretadas pelos nossos cérebros. Mas para além da sua dimensão auditiva, o som tem peso, movimento e força. Uma força física que ultrapassa a própria audição e atua no corpo, que recebe e reage às suas vibrações, presença tangível no espaço que nos rodeia. Nesta peça coreográfica, o som foi pensado num contexto cinematográfico, como ferramenta narrativa, evocando histórias, reforçando contextos e ativando perspetivas de observação.

Em "Take", o design do som, como tecnicamente é definido no cinema, é o elemento condutor da relação dos corpos entre si e o espaço cénico, estabelecendo uma atmosfera dramatúrgica, sustentada por um enredo coreográfico. A estrutura coreográfica composta por “takes”, definindo-se como molduras do instante, combinam realidade e ficção, estendendo o espaço físico em que a ação e o som ocorrem, criando diálogos entre o que se ouve e o que se vê – ou não se vê. A luz, como uma lente de uma câmara, destaca o enquadramento pretendido e ideal para a leitura da cena, criando juntamente com o som, uma matriz de perceção imersiva, aproximando o público da ação. Assim, o som possui uma história em si e o corpo procura incessantemente por uma história.


Desde 2011, os coreógrafos e bailarinos São Castro e António M Cabrita desenvolvem uma colaboração artística. Em 2015, os dois coreógrafos foram distinguidos com o Prémio Autores – Melhor Coreografia com a peça "Play False", pela Sociedade Portuguesa de Autores e nomeados em anos seguintes. Algumas das suas peças foram consideradas pela crítica como um dos melhores espetáculos de Dança do ano. Entre 2015 e 2017, colaboraram como intérpretes e coreógrafos com a Companhia Nacional de Bailado, e entre 2017 e 2021 assumiram a direção artística da Companhia Paulo Ribeiro, como estrutura residente do Teatro Viriato. Neste caminho, fundaram a Play False Associação Cultural em 2019, tendo como objetivo ser a estrutura representante do trabalho autoral destes dois coreógrafos, assim como promover projetos multidisciplinares que fomentem o cruzamento de linguagens artísticas.

Esta criação para a estrutura Companhia Instável tem Daniela Cruz como assistente de criação e ensaiadora e Sarah Procissi na composição musical, sendo interpretado por Beatriz Mira, Catarina Casqueiro, Francisco Ferreira, Joana Couto e Nuno Velosa.

Ao longo dos anos, o centro coregráfico Companhia Instável redefine-se a cada criação, convidando anualmente, desde 1999, um coreógrafo de renome internacional para criar uma obra original, como já foram exemplos as criações de coreógrafos como Wim Vandekeybus, Rui Horta, Madalena Victorino, Karine Ponties, Pedro Carvalho, Victor Hugo Pontes, Hofesh Shechter, Joana Providencia, Tiago Rodrigues, Gregory Maqoma, Emmanuelle Huynh, Cia 7273, Mafalda Deville, Willi Dorner, Roberto Olivan, Helder Seabra, que contribuíram amplamente para o desenvolvimento de mais de uma centena de intérpretes e para o desenvolvimento artístico e cultural do património coreográfico.

Os bilhetes para o espetáculo "Take" encontram-se disponíveis pelo valor de 10 euros ou 7,5 euros com desconto, podendo ser adquiridos online em oficina.bol.pt e presencialmente nas bilheteiras dos equipamentos geridos pel’A Oficina como o Centro Cultural Vila Flor (CCVF), o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) ou a Loja Oficina (LO), bem como nas diversas entidades aderentes da BOL.

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