Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Colégio Dom Diogo de Sousa ajuda a erguer escola na favela de Kibera
Fafe quer ser palco mundial de reflexão sobre as grandes causas da Humanidade

Colégio Dom Diogo de Sousa ajuda a erguer escola na favela de Kibera

Barquense apresentou Livro em Dia Mundial da Voz

Ensino

2017-06-19 às 13h45

Isabel Vilhena

HODI (em Swahili) significa pedir licença para entrar. Kibera é maior favela do mundo. É pedida licença para entrar em Kibera e ajudar quem mais precisa. Hodi Kibera nasceu em 2014, fundada por Rita Martins, devido à necessidade de fazer mais pela população local passando a Associação HODI em 2016 e agora prepara-se para se transformar numa Organização Não Governamental (ONG). O Colégio Dom Diogo de Sousa ‘apadrinhou’ esta causa e vai ajudar a erguer uma escola na maior favela do mundo.

HODI (em Swahili) significa pedir licença para entrar. Kibera é maior favela do mundo. É pedida licença para entrar em Kibera e ajudar quem mais precisa. Hodi Kibera nasceu em 2014, fundada por Rita Martins, devido à necessidade de fazer mais pela população local passando a Associação HODI em 2016 e agora prepara-se para se transformar numa Organização Não Governamental (ONG). O Colégio Dom Diogo de Sousa ‘apadrinhou’ esta causa e vai ajudar a erguer uma escola na maior favela do mundo.

O primeiro passo para que estas crianças tenham acesso gratuito à educação foi dado na festa de encerramento do ano lectivo, cujo valor apurado nas ‘barraquinhas’ reverte para a Associação Hodi. “A componente solidária faz parte da matriz do colégio. Este ano, a verba angariada reverterá a favor da Hodi que está a fazer um trabalho notável no Quénia e é nossa intenção ajudar as crianças dessa favela. Temos o projecto de levantar uma escola em Kibera para ajudarmos essas crianças que não têm tantas possibilidades como os nossos”, afirmou o director do Colégio Dom Diogo de Sousa, padre Cândido Sá, anunciando que a escola vai estar concluída dentro de dois anos, coincidindo com a comemoração dos 70 anos da instituição. O director do colégio acrescenta que “já temos uma ligação grande com a associação. Em todos níveis de ensino, há professores e alunos que apadrinham alunos dessa favela”.

Por seu turno, António Araújo sublinha que este espírito solidário é cultivado durante todo o ano. “Temos tido a felicidade de termos os pais ao nosso lado nas diferentes formas de fazermos solidariedade durante o ano e quisemos agora dar um passo maior, projectarmos para além das fronteiras do país e ir ao encontro de pessoas mais desfavorecidas”, afirmou, reforçando a ideia que está inscrita na matriz do colégio. “Está inscrito na identidade do colégio pensar nos outros, educar os alunos para as necessidades dos outros e aqui com um sentido tão bonito de proporcionar educação a crianças desfavorecidas no continente africano”.

De salientar que, nos dois últimos anos, a receita reverteu para o IPO do Porto e, este ano, a verba será para a construção da escola em Kibera, o que permitirá que cerca de 200 crianças tenham acesso à educação. “O ano passado recolhemos quase dez mil euros com esta festa e este ano o prognóstico será o mesmo. o que significa que, em Setembro, quando a Rita regressar ao Quénia, já levará verba suficiente para comprar o espaço onde a escola será construída”, assegurou António Araújo.

Emocionada com o gesto do colégio, Rita Martins confessou que “é uma oportunidade excelente que nos deixa muito emocionados. O colégio já desde há bastante tempo que tem vindo a colaborar com a Hodi. Tem mais de 50 crianças apadrinhadas e agora esta oportunidade que nos está a dar é algo único: por um lado vamos ter oportunidade de ajudar cerca de 200 crianças a terem acesso a uma educação gratuita lá em Kibera, mas também é uma base de crescimento muito grande do projecto. Estamos muitos felizes”. Rita Martins parte em Setembro para Kibera e na bagagem leva a esperança de um futuro melhor.

Colégio Dom Diogo de Sousa junta famílias numa festa memorável

O Estádio Municipal de Braga voltou a servir de cenário para mais uma surpreendente festa de encerramento do ano lectivo do Colégio Dom Diogo de Sousa. Uma festa que serviu também para celebrar o Dia Mundial da Criança, onde não faltaram pinturas faciais, insufláveis e vários espectáculos para a pequenada que se divertiu “à grande” neste final de tarde memorável para as famílias que, anualmente, se juntam para mais um convívio de alunos, pais e professores.

Neste final de tarde carregado de emoções, os alunos do secundário disputaram a final da Super Liga num torneio amigável inter turmas que culminou com o momento tão ansiado da subida dos vencedores ao palco.
Pelo palco, desfilaram também as diferentes actividades extracurriculares que o colégio dispõe, numa inequívoca demonstração da qualidade e empenho dos alunos que frequentam as diferentes actividades.

Com a chegada das famílias ao recinto já ‘povoado’ pelas ‘barraquinhas’ correspondentes a cada ano - do pré- escolar ao 12.º ano -, o director do Colégio Dom Diogo de Sousa, padre Cândido Sá, dava conta do espírito de união que envolve este encontro que junta toda a família do Colégio Dom Diogo de Sousa.

“É a nossa festa de encerramento do ano lectivo, onde lembramos e vivemos o Dia Mundial da Criança. Esta festa envolve várias componentes, nomeadamente uma mostra das diferentes actividades extracurriculares e, para os mais velhos, promovemos a ‘Liga Dom Diogo’ e, essencialmente visa marcar o encerramento do ano lectivo com um convívio de toda a família do colégio que vai des-de o pré-escolar até ao ensino secundário”, afirmou o director do Colégio.

António Araújo, administrador do Colégio Dom Diogo de Sousa, salienta os resultados excepcionais obtidos pelos alunos, apelidando a instituição de Centro de Alto Rendimento Escolar. “Eu costumo dizer aos alunos que o colégio hoje é um centro de Alta Competição”, realçando, com orgulho, que “este ano tivemos chumbos zero, não há reprovações em nenhum ano de escolaridade e, isso, naturalmente, satisfaz-nos imenso, o que espelha o sentido de responsabilidade dos nossos alunos”.

António Araújo aponta o progresso notável de muitos alunos “que chegam ao colégio num patamar inferior e saem num nível muito mais elevado, tendo feito um progresso durante os anos em que lá estão. Cada vez mais o colégio tem melhores resultados e podemos apelidar a instituição de Centro de Alto Rendimento Escolar”.

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