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Câmara reconhece interesse público do novo quartel dos Voluntários
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Câmara reconhece interesse público do novo quartel dos Voluntários

Braga

2020-07-13 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Deve ser hoje aprovado, em reunião da Câmara de Braga, o reconhecimento do interesse público do projecto do novo quartel dos Bombeiros Voluntários que vai ser construído em São Paio D’Arcos.

É mais um passo para a concretização de um sonho antigo e de uma necessidade dos Bombeiros Voluntários de Braga. A Câmara Municipal deve aprovar hoje o reconhecimento de interesse público municipal para o projecto do novo quartel da corporação a construir no lugar da Cachada, em São Paio d’Arcos.
O terreno onde vai ser construído o novo quartel foi doado aos Bombeiros Voluntários, pelo Município de Braga, em Janeiro de 2006.
Apesar da construção do quartel ser compatível com a classificação e qualificação do solo em PDM, a convergência com as reservas nacionais (integra a Reserva Agrícola Nacional, a Reserva Ecológica Nacional e a Agência Portuguesa do Ambiente, neste caso, no que toca ao domínio hídrico) obriga ao procedimento prévio de obtenção do reconhecimento de interesse público que, além de ser ratificado em sede de Assembleia Municipal, terá ainda de obter luz verde por parte da Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza.
Recorde-se que os Bombeiros Voluntários de Braga estão finalmente em condições de avançar com a obra do novo quartel, por permuta com as actuais instalações que ocupam no Largo Orósio, no centro da cidade.
No actual quartel vai ser construído um hotel com 36 quartos, distribuídos por quatro pisos acima de quota de soleira e um piso abaixo.
No início de Abril, a Câmara de Braga tinha já aprovado o processo de Pedido de Informação Prévia (PIP) apresentado pelo promotor imobiliário que vai construir o hotel e, em troca, vai edificar o novo quartel da corporação, um investimento de 1,5 milhões de euros.
O processo do PIP chegou à Câmara depois de emitido o parecer pela Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN). Trata-se de um parecer favorável, mas condicionado a algumas alterações face às pretensões iniciais do promotor. A DRCN aceita a utilização do edifício para fins de hotelaria, assim como viabiliza a capacidade construtiva e área de implantação que se prevê de quatro pisos acima de quota de soleira e um piso abaixo. Não concordou, no entanto, com o desenho de arquitectura proposto para o novo volume do edifício. O parecer ficou ainda condicionado à realização de sondagens arqueológicas prévias.
A viabilização do hotel permite aos Bombeiros Voluntários de Braga concretizar um sonho de décadas e, sobretudo, resolver o problema das actuais instalações que são exíguas e não têm condições para acolher o corpo activo feminino.

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