Correio do Minho

Braga, quarta-feira

- +
Câmara Municipal adjudica obras do Parque Urbano das Camélias
Câmara Municipal de Ponte de Lima Aprova a Empreitada de “Requalificação do Largo de Freixo” pelo valor de 345.000,00€

Câmara Municipal adjudica obras do Parque Urbano das Camélias

“Mais do que um território, nós somos um Povo”

Câmara Municipal adjudica obras do Parque Urbano das Camélias

Braga

2020-08-15 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Obras de um novo parque urbano da cidade de Braga arrancam em breve. Antiga quinta transforma-se em área verde de usufruto público.

A Câmara Municipal de Braga vai investir mais de 331 mil euros no Parque Urbano das Camélias, aproveitando um terreno actualmente devoluto entre o Parque de Campismo e a Escola Profissional de Braga.
Os trabalhos de paisagismo num espaço que o Município apresenta como “laboratório de referência da sustentabilidade das alterações climáticas” foram recentemente adjudicados para um prazo de execução de seis meses.
Numa área abandonada durante muitos anos, nas imediações do recinto do Altice Forum Braga e do Parque da Ponte, serão criados circuitos de circulação pedonal e zonas de estadia que incentivem a fruição do espaço e o desenvolvimento do lazer e recreio.

Uma escadaria atravessará o futuro Parque das Camélias, aproveitando como “porta de entrada” os vestígios de um muro e portal de uma antiga quinta.
Áreas de merenda, um pequeno espelho de água, zonas de estadia com ‘namoradeiras’ e uma bancada panorâmica são outros dos elementos do futuro Parque das Camélias, localizado num ponto panorâmico sobre a cidade de Braga.
O projecto que agora parte para execução está integrado na Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas e mereceu comparticipação financeira do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).
A área de intervenção é de cerca de três hectares, pretendendo- se com o Parque Urbano das Camélias a valorização ecológica, funcional e estética daquela área da cidade, alargando a oferta de espaços para o lazer e as actividades lúdicas.

Os autores do projecto adiantam que “será edificada uma estrutura verde adequada à centralidade urbana da área, sendo necessário proceder à criação de um contínuo natural que garanta o processamento das funções biológicas e ecológicas da paisagem”.
A vegetação a adoptar, para cobertura vegetal, possui elevada capacidade de adaptação ao local e, simultaneamente, responde às necessidades de estabilização do solo e conforto humano.
O revestimento vegetal permitirá a estabilização do solo, anulando as forças mecânicas que levam ao escoramento do terreno, por consolidação e agregação do solo em profundidade.
Está prevista a plantação de 190 árvores, nomeadamente pinheiros mansos, choupos e teixos, e mais de 600 espécies arbustivas, com destaque para as camélias.

Uma parcela do futuro Parque da Cidade

O Parque Urbano das Camélias, finalmente em fase de concretização, depois de um primeiro concurso público que ficou deserto, é uma das partes do Parque da Cidade que a Câmara Municipal de Braga projecta para um perímetro que engloba também o Parque da Ponte, o Monte Picoto e a envolvente do Estádio 1.º de Maio.
Os trabalhos que brevemente irão iniciar-se darão extensão à zona verde do Parque da Ponte, com o qual o Parque das Camélias ligará directamente.

Altino Bessa, vereador do Ambiente, tem confiança no usufruto do novo Parque Urbano das Camélias na Primavera de 2021, avisando que não será nessa altura que se cumprirá integralmente um dos propósitos desta intervenção financiada por fundos comunitários: contrariar o efeito de ilha de calor em espaços públicos urbanos.
“Fazer floresta é para as gerações seguintes”, alerta Altino Bessa, considerando que, tal como no Monte Picoto, o desenvolvimento da componente arbórea do novo Parque levará o seu tempo.
Na definição do grande Parque da Cidade está prevista uma continuidade verde entre os Parques das Camélias e da Ponte com o Monte Picoto, sendo intenção camarária o aproveitamento como área de fruição pública dos terrenos deixados vagos pelo Clube de Caçadores de Braga.

O vereador do Ambiente da Câmara Municipal estima um Parque da Cidade com cerca de 60 hectares, um pulmão essencial para um núcleo urbano pouco arborizado, situação que se reflecte nas elevadas temperaturas e na fraca qualidade do ar que Braga regista no contexto nacional.
Altino Bessa observa que a estratégia municipal passa pela criação de manchas arbóreas nas periferias da cidade, como é o caso do Parque Urbano das Camélias, dada a impossibilidade de criar pulmões verdes de dimensão significativa no casco urbano, já demasiado ocupado por construções.

A construção do Parque Urbano das Camélias potenciará para o lazer uma área que, num passado não muito longínquo, era ocupada com silvados de vários metros de altura. Nos últimos anos, o terreno municipal tem sido alvo de manutenção, o que tem permitido o seu usufruto, embora limitado, por parte de residentes nas suas redondezas.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho