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Braga

2019-06-17 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Contas consolidadas do Município de Braga são votadas hoje em reunião da vereação. Câmara e empresas municipais acumulam resultado líquido positivo.

O grupo constituído pela Câmara e pelas cinco empresas municipais de Braga registou, em 2018, um resultado líquido do exercício de 3,93 milhões de euros. Considerando os interesses minoritários do grupo, o saldo seria de quase sete milhões de euros.
No exercício do ano passado, o grupo municipal atingiu um total de custos de 126 milhões de euros e de proveitos no valor de 133 milhões de euros.
Em 2017, o resultado líquido do exercício sem interesses minoritários foi de cerca de 2,9 milhões de euros.

Para o resultado líquido do exercício do grupo municipal, expresso no relatório de contas consolidadas de 2018 que hoje é votado pela vereação da Câmara Municipal, contribuíram os saldos positivos apurados em todas as cinco empresas municipais, com destaque para a Agere, com 6,2 milhões de euros.
A InvestBraga terminou o exercício do ano transacto com 16 mil euros de resultado líquido, a empresa do Theatro Circo com 21 mil euros, a Bragahabit com 154 mil euros e os Transportes Urbanos de Braga com 37 mil euros.
No relatório que seguirá para apreciação da Assembleia Municipal, o executivo liderado por Ricardo Rio regista “situação financeira equilibrada” no Município de Braga, atendendo a que “a dívida total não ultrapassa 1,5 vezes a receita corrente líquida cobrada nos três exercícios anteriores”.

O documento estima que “o nível de endividamento do grupo municipal, apurado por recurso ao balanço consolidado, ascende as 213 694 924 euros, líquido de saldos credores decorrentes de operações recíprocas”.
Se excluirmos ao valor total o saldo relativo a empréstimos e diferimentos no valor de 96,8 milhões, o total de endividamento é de 116,9 milhões.
O aumento dos proveitos do grupo municipal em cerca de 6,7 milhões de euros, 5,29% acima do auferido em 2017, resulta em grande parte de um maior encaixe de impostos e taxas.
Em 2018, esta parcela das receitas municipais cresceu 3,1 milhões de euros, com o contributo de mais 1,1 milhões de euros de derrama, mais 1,2 milhões de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e mais 976 de impostos indirectos, estes resultantes do crescimento do sector imobiliário.

Município ainda sem liquidez necessária para fazer face a despesas imediatas

O grupo municipal de Braga “ainda não possui em meios líquidos o montante necessário para fazer face a despesas imediatas”, reconhece o executivo autárquico no relatório de contas consolidadas de 2018, documento que apresenta indicadores de liquidez com “uma evolução menos favorável” relativamente ao ano de 2017, “com especial relevo para o rácio de liquidez imediata”
No ano transacto, o rácio de autonomia financeira do conjunto da Câmara Municipal e das empresas Agere, Bragahabit, TUB, Theatro Circo e InvestBraga teve um decréscimo de 2%,
Os gestores municipais entendem, neste quadro, que “deverá manter-se uma política económica mais conservadora com vista à redução do endividamento”.

O relatório precisa também que a dívida total de acordo com o regime financeiro das autarquias locais é de 52 909 mil euros.
Se as dívidas de médio e longo prazo do grupo municipal reduziram em 10,9 milhões de euros, de 2017 para 2018, em consequência da “ausência de contratação de novos financiamentos”, já as dívidas a terceiros de curto prazo tiveram, no mesmo período, um crescimento na ordem dos 16,7 milhões de euros, explicado, essencialmente, pelas contas da Câmara Municipal e também como “consequência do investimento executado no exercício”.

No relatório que é apreciado na reunião quinzenal da vereação conclui-se que “a situação financeira do grupo é favorável e equilibrada, em resultado de uma conjuntura económica mais favorável e de políticas de contenção de custos e de melhoria de eficiência”.
O relatório das contas consolidadas da Câmara Municipal de Braga e das cinco empresas municipais revela um aumento dos custos com pessoal em 1,9 milhões, comparando com 2017 .
Por outro lado, registou-se um crescimento de três milhões de euros na rubrica de fornecimentos e serviços externos e a diminuição dos custos extraordinários em 1,1 milhões de euros.

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