Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Clima/Cancún: Associações ambientalistas esperam avanços, mas duvidam de acordo global
VN Famalicão: quinzena da Educação mostra dinâmica educativa municipal

Clima/Cancún: Associações ambientalistas esperam avanços, mas duvidam de acordo global

Executivo Municipal de Ponte de Lima visita Freguesia da Facha

2010-11-25 às 11h12

Lusa

O consenso sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa relacionadas com a desflorestação e degradação das florestas pode avançar na conferência de Cancún, mas associações ambientalistas duvidam que seja conseguido um acordo global para continuar Quioto.

O consenso sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa relacionadas com a desflorestação e degradação das florestas pode avançar na conferência de Cancún, mas associações ambientalistas duvidam que seja conseguido um acordo global para continuar Quioto.

A Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas inicia-se na segunda-feira em Cancún, México, e tem como objetivo chegar a um acordo mundial para definir um novo regime que suceda ao protocolo de Quioto, a vigorar até 2012.

As expetativas da associação ambientalista Quercus, que vai estar representada na reunião, 'é que seja conseguido um avanço num segundo período de comprometimento do protocolo de Quioto' para haver uma continuidade.

Para o coordenador do Programa de Conservação em Portugal (WWF), Luís Silva, 'talvez ainda seja cedo demais para colocar as expetativas num acordo global equivalente a um protocolo de Quioto'.

No entanto, 'há questões concretas em Cancún que têm condições para dar alguns passos, nomeadamente o acordo relativo à redução das emissões relacionadas com as questões de desflorestação e degradação florestal', disse à agência Lusa.

Aliás, Luís Silva referiu que ficaria 'surpreendido' se fosse obtido 'um acordo de grandes dimensões que resolvesse as questões de fundo, do fosso entre os países desenvolvidos e os países em vias de desenvolvimento'.

A conferência de Copenhaga, no final de 2009, ficou aquém das expetativas, resumindo-se a acordos entre grupos de países. A União Europeia reforçou a intenção de aposta na redução da emissão de gases com efeito de estufa, com uma meta de 30 por cento até 2020. Os EUA ficaram de fora dos objetivos neste sentido.

Uma das questões mais complicadas naquela reunião foi definir a forma e os montantes que os países desenvolvidos vão destinar para apoiar a adaptação dos países em vias de desenvolvimento.

Naquela altura, 'notou-se que os países em desenvolvimento estão disponíveis para negociar um bom acordo, a médio e longo prazo, para a redução de gases com efeito de estufa, mas é preciso que haja comprometimento de ajuda financeira da parte dos países desenvolvidos', de quem é esperado o primeiro passo, disse à Lusa a ambientalista da Quercus Rita Antunes.

Desde Copenhaga, 'o que mudou em termos mundiais foi que já percebemos que não vamos conseguir ter um acordo para 2020 este ano', salientou.

A energia é um dos setores decisivos, já que é responsável por um elevado volume de emissões de gases com efeito de estufa.

'A economia tem funcionado com base em energia barata, fontes de energia fósseis, recursos naturais utilizados quase como se fossem ilimitados e temos de mudar este paradigma', realçou Luís Silva.

Esta alteração 'vai ter custos enormes para o mundo desenvolvido, vamos ter de encontrar um reequilíbrio entre [estes] e os países que não utilizaram o século XX para atingirem patamares mínimos de desenvolvimento', disse o responsável da WWF.

Quanto a Portugal, tanto Rita Antunes como Luís Silva apontaram a evolução nas energias renováveis, como exemplo positivo, e a pouca eficiência no consumo de energia, como área a melhorar.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.