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Cientistas do INL alargam limites físicos do grafeno

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Braga

2019-03-21 às 06h00

Redacção

Grupo de cientistas do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia conseguiu aumentar mil vezes os limites físicos do grafeno, forma de carbono de espessura atómica.

Uma equipa de investigadores dos Departamentos de Materiais Quânticos e de Materiais para a Energia, e de Ciências da Vida do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), conseguiu aumentar a sensibilidade de bio-transístores de efeito de campo de grafeno de um factor de 1000, em comparação com os últimos trabalhos científicos realizados nesta área, segundo os quais se considerava que o grafeno tinha atingido o seu limite físico em termos de sensibilidade.
Nesta nova investigação, os cientistas do INL recorreram a uma única camada bidimensional de grafeno, com a espessura de apenas um átomo de carbono, que actuou como um biossensor, informou o INL.
Para esse objectivo, imobilizaram sobre o canal de grafeno sondas de ADN totalmente complementares à sequência de ADN alvo, neste caso, um oligonucleótido de 25-mer (bases), específico de uma casta de vinho do Porto.
Os testes foram feitos com as menores concentrações possíveis de ADN-alvo.
Uma vez estabelecido o novo limite de detecção, foram realizados mais testes com uma sequência de ADN-alvo que continha um “erro” na sequência, em relação às sondas imobilizadas.
 O novo biossensor foi capaz de distinguir entre as sequências, com e sem o erro. Este resultado abre portas para novas utilizações do grafeno em aplicações da vida real, nomeadamente em biossensores. Dada à elevada sensibilidade deste novo material, os investigadores do INL vão agora concentrar-se na detecção de ADN em meios complexos e no ajustamento da faixa de deteção do biossensor.
 Este resultado foi alcançado devido à elevada qualidade do grafeno utilizado na experiência, bem como à arquitectura e processo de fabrico dos microdispositivos, tendo ambos sido inteiramente desenvolvidos nos laboratórios do INL.
 O artigo científico sobre esta investigação acaba de ser publicado na revista ‘ACS Sensors’, da ‘American Chemical Society’, e também na revista científica ‘Applied Surface Science’.
ElisabeteFernandes, Patrícia Cabral, RuiCampos, George Machado, Fátima Cerqueira, Cláudia Sousa, Paulo Freitas, Jérôme Bormeb, Dmitri Y.Petrovy e Pedro Alpuim são os cientistas responsáveis pelo trabalho sobre a sensibilidade de efeito de campo de grafeno.

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