Correio do Minho

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Cientista do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde distinguida por investigação sobre a malária
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Cientista do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde distinguida por investigação sobre a malária

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Nacional

2017-02-07 às 10h13

Redacção

Isabel Veiga, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, é distinguida hoje, em Lisboa, com a Medalha de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência. A cientista recebe 15 mil euros para estudar mecanismos de resistência aos fármacos que o parasita da malária adquire e que causa quase meio milhão de mortes por ano.

Isabel Veiga, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, é distinguida hoje, em Lisboa, com a Medalha de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência. A cientista recebe 15 mil euros para estudar mecanismos de resistência aos fármacos que o parasita da malária adquire e que causa quase meio milhão de mortes por ano.

O prémio é atribuído pela L’Oréal Portugal, Comissão Nacional da UNESCO e Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), incentivando investigadoras em Portugal, já doutoradas e com idade até 35 anos, a prosseguirem estudos originais e relevantes para a saúde e o ambiente.

O júri avaliou 80 candidatas e elegeu quatro: Isabel Veiga, Maria Inês Almeida (Universidade do Porto), Ana Rita Marques (Instituto Gulbenkian) e Patrícia Baptista (Instituto Superior Técnico).
A malária é transmitida pela picada de mosquitos e abunda em áreas tropicais da África, Ásia e América. O tratamento actual, à base de artemisina e alvo do Nobel da Medicina em 2015, ajudou a reduzir a taxa de mortalidade da doença. Mas nesse ano houve ainda 212 milhões de novos casos, sobretudo em menores de cinco anos. O parasita renovou as resistências e mutações genéticas, usando proteínas para empurrar o fármaco para o exterior da célula e impedir a sua actuação.

O estudo de Isabel Veiga é crucial para antecipar a eficácia da terapia e para aumentar o seu efeito e longevidade. “Se o fármaco começa a falhar globalmente, não há outro pronto para o substituir”, alerta. A cientista quer criar em laboratório versões geneticamente modificadas do parasita, para ver o impacto das alterações genéticas de terapêuticas em desenvolvimento e abrir pistas para novos fármacos. “Os resultados podem ajudar a desenvolver ferramentas moleculares para apoiar os médicos a determinarem uma terapia personalizada”, explica.

A equipa de Isabel Silva inclui Pedro Ferreira, Carla Calçada, Miguel Silva, Francisco Araújo, Ana Pinheiro, Isaac Sanchez e Lúcia Moreira. Isabel Veiga é doutorada e pós-doutorada em Ciências Médicas pelo Instituto Karolinska e pós-doutorada pelas universidades do Minho e Columbia (EUA).
Já teve projectos apoiados pela Sociedade Europeia de Microbiologia Clínica e Doenças Infeciosas, Instituto Merieux, Rede Sueca de Malária, Fundo Nacional de Inovação e Desenvolvimento Científico e Tecnológico da República Dominicana e FCT.

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