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CIED Minho divulga bons exemplos de projectos co-financiados pela UE

Cávado

2020-11-30 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

CIED Minho dinamizou a iniciativa ‘Caminhos da Coesão - Inovação que gera desenvolvimento’, colocando em evidência bons exemplos de projectos e produtos desenvolvidos com co-financiamento de fundos comunitários.

‘Caminhos da Coesão - Inovação que gera desenvolvimento’ foi o tema de uma iniciativa do Centro de Informação Europe Direct Minho (CIED Minho), um projecto do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), em conjunto com a Representação da Comissão Europeia em Portugal, desenvolveu de 24 a 27 de Novembro com a finalidade de evidenciar as mais-valias de projectos e produtos apoiados pela União Europeia.
“O principal objectivo desta iniciativa passou por exibir projectos co-financiados pela União Europeia e que são considerados como boas práticas pela mais-valia no impacto económico relevante na nossa região”, explica o CIED Minho em comunicado.

A iniciativa consistiu em conversas on-line com empresários ou responsáveis institucionais do Minho. Registou-se a participação de Maria José Fernandes, presidente do IPCA; Nancy Oliveira, responsável pelo projecto ‘Namorarte’; José Canão, responsável pelo projecto ‘Cognita’; e Raul Fangueiro, responsável pelo ‘Fibrenamics Green’.
Todos os projectos e produtos apresentados nesta “vitrina” foram co-financiados por um dos fundos da política de Coesão da UE: Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), Fundo de Coesão (FC) ou Fundo Social Europeu (FSE).

Durante as conversas moderadas por Alzira Costa, coordenadora do CIED Minho, foram evidenciados aspectos cruciais de forma a proporcionar aos cidadãos “uma real percepção do impacto da UE no seu/nosso quotidiano e a importância dos fun- dos europeus para o desenvolvimento de ideias inovadoras de pequenas e médias empresas e de projectos no âmbito do ensino superior”.
Nestas conversas foram evidenciados “aspectos cruciais” por parte dos intervenientes, no que diz respeito à importância dos fundos e as mais-valias criadas pelos projectos financiados.

Maria José Fernandes defendeu que “temos de ter capacidade de usar os próximos fundos da UE de uma forma que faça com que a região fique melhor e que tenhamos melhor qualidade de vida, e como dizia há tempos o nosso primeiro-ministro, cada cêntimo tem de ser bem investido”. A presidente do IPCA defendeu ainda: “Temos condições para termos uma melhor região e um melhor país com o dinheiro que aí vem”.
Em concreto sobre a mais-valia projectos da melhoria da eficiência energética em curso no politécnico, Maria José Fernandes realçou que “o IPCA quer dar o seu contributo para as políticas ambientais”, sendo que “neste momento, 17% da energia consumida diariamente pelo IPCA é proveniente dos painéis solares instalados no Campus”.

Sobre a importância dos fundos comunitários, Raul Fangueiro, considerou que “ao longo das últimas décadas, os fundos europeus têm sido fundamentais para, numa primeira fase o desenvolvimento institucional mas também, de uma forma mais abrangente, a melhoria da nossa qualidade de vida”.
Em relação ao Fibrenamics Green, explicou que o projecto nasceu de uma necessidade de valorização dos resíduos: “Estamos num modelo de transição de uma economia linear com descarte dos produtos no final do ciclo de vida o que traz um impacto ambiental muito forte para um modelo assenta numa ideia de circularidade que, no final do ciclo de vida, os produtos possam ser considerados matérias-primas para serem utilizados noutras cadeias de fornecimento”.

Já Nancy Oliveira disse que “o apoio financeiro da UE está a ser fundamental para desenvolver certos aspectos que nos permitirão chegar com outra estrutura a países terceiros”.
Em concreto sobre o seu projecto referiu que uma percentagem significativa dos seus produtos são sapatos bordados inspirados nos lenços dos namorados do Minho. “Este é um produto que faz parte da marca de promoção territorial ‘Namorar Portugal’ para promover os produtos endógenos, neste caso os lenços dos namorados”, esclareceu.
Finalmente, José Canão reconheceu que “sem o apoio da UE, as empresas teriam muitas dificuldades”.

“Se não houvessem os fundos europeus, os desafios seriam muito maiores e como o nosso mercado é pequeno, teríamos dificuldades em alocar dinheiro para desenvolver novos projectos inovadores. (...) Com o apoio financeiro da UE ao crescimento das empresas, estamos também a favorecer o desenvolvimento económico regional através da criação de postos de trabalho e desenvolvimento das dinâmicas locais”, afirmou.
Sobre o seu projecto, ‘Cognita’, explicou que “é um projecto na área do desenvolvimento do software apropriado para empresas para que possam executar trabalhos/módulos de gestão adaptados à realidade da sua empresa”. Este projecto de captação de sensores e dispositivos de dados que permite agregar numa base de dados a informação que será orientada para poder tomar decisões mediante a informação recebida - especificou.

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