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Chuva e nevoeiro não esmorecem fé dos peregrinos

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Chuva e nevoeiro não esmorecem fé dos peregrinos

2019-08-19 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Peregrinação ao Sameiro decorreu ontem de manhã, sob condições meteorológicas adversas. No entanto, a chuva e o nevoeiro não esmoreceram a fé dos muitos fiéis que integraram procissão.

A chuva e o nevoeiro intenso não esmoreceram a fé dos fiéis que ontem de manhã integraram a Peregrinação de Agosto ao Sameiro. O andor com a imagem de Nossa Senhora do Sameiro partiu, como é tradição, do Bom Jesus do Monte. Levado em ombros, foi recebido junto à cripta da basílica por elementos dos grupos que de tarde integraram mais uma edição do evento ‘Vamos Bailar à Senhora’.
Elementos de dez grupos folclóricos integraram a peregrinação “à cabeça” junto ao restaurante ‘Raul’ e saudaram a imagem da Senhora do Sameiro com a ‘Rusga da Entrada’.
Seguiu-se a missa na cripta, presidida por D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga, que, entre muitas mensagens deixou uma critica à “banalização” do “amor verdadeiro” que marca estes tempos do século XXI.
Referiu que todos os dias, nas redes sociais, no comércio e noutras manifestações, essa banalização é notória, denotando a imaturidade que caracteriza actualmente os relacionamentos humanos.
“Hoje, somos capazes de falar de amor, de expressar amor, em mensagens que partilhamos nas redes sociais”, no entanto, “não o conseguimos fazer” cara a cara, não o “conseguimos expressar a quem está do nosso lado”, apontou, alertando os fiéis de que o “o amor cristão é exigente” e tem de ser vivido de forma madura o que exija empenho nas relações com o próximo.
Sendo esta peregrinação dedicada, especialmente, aos emigrantes, D. Nuno recordou que ontem encerrava a 47ª Semana Nacional das Migrações e, a propósito, partilhou a mensagem do Papa Francisco sobre os migrantes, em que o Pontífice reafirmou a importância dos quatro verbos – acolher, proteger, promover e integrar – que formam um quadro de referência para dar dignidade, vida segura e solidária aos migrantes.
Neste contexto, partilhou uma experiência pessoal que viveu em Maio, junto da comunidade portuguesa no sul da Alemanha, onde testemunho o quanto fé e o amor à Senhora de Fátima é importante na diáspora. “Foi um momento de interpelação que não esquecerei”, confessou.
São de facto muitos os emigrantes que participam neste peregrinação de Agosto em busca da “bênção, de protecção e de força” para mais um ano longe dos seus. Natália e Francisco Vieira são emigrantes em França, na localidade de Lyon, para onde vão regressar “daqui a uma semana”. O mês de Agosto é passado em Portugal, onde há três locais de visita obrigatória: “Vamos sempre à Senhora de Fátima, ao São Bentinho da Porta Aberta e vimos à Senhora do Sameiro”, contaram.
Também Odete Lopes participa na peregrinação “para agradecer” mais um ano que passou. “Vir aqui ao Sameiro dá-me alento para continuar. Venho agradecer e espero estar cá para o ano outra vez”, contou, revelando que se tudo correr bem para o ano regressa com o marido ao Minho para a merecida reforma. A ligação a França, essa vai permanecer pois os filhos e os netos vão continuar. “A vida deles é lá, mas continuam a sentir-se muito portugueses, sobretudo os netos que já nasceram lá”, partilha.

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