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Centro de Ética, Política e Sociedade da UMinho cresce em investigadores e financiamento
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Centro de Ética, Política e Sociedade da UMinho cresce em investigadores e financiamento

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Centro de Ética, Política e Sociedade da UMinho cresce em investigadores e financiamento

Ensino

2020-02-25 às 16h50

Teresa M. Costa Teresa M. Costa

Criado em 2017 o Centro de Ética, Política e Sociedade da Universidade do Minho prepara-se para contratar, este ano, oito novos investigadores chegando às duas dezenas e meia. Dispõe de quase um milhão de euros de financiamento até 2023.

A funcionar há quase três anos, o Centro de Ética, Política e Sociedade (CEPS) da Universidade do Minho (UMinho) vai poder contratar, este ano, oito novos investigadores aproximando-se das duas dezenas e meia dispondo, no quadriénio 2020-2023 de quase um milhão de euros de financiamento, entre a dotação orçamental da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e o obtido com o financiamento de projectos.
Em entrevista ao ‘Correio do Minho’, o director do CEPS, João Ribeiro Mendes, encara o futuro do centro de investigação “com razoável optimismo e confiança”, considerando que lidera uma equipa de investigadores “de elevado nível e cada vez mais internacionalizada”.

A avaliação da FCT atribuiu ao CEPS a classificação de “Muito bom”, o que lhe permitiu ser o centro da UMinho com maior dotação financeira por investigador e também a terceira melhor com esse rácio no país.
O director do Centro reconhece que aquele resultado “foi muito importante, porque o sentimos como o reconhecimento do enorme esforço feito por todo o grupo em dois anos e meio de existência, parte dele canalizado para a consecução dos seis projectos de investigação em curso e para a organização de eventos científicos”.

Entre os eventos organizados pelo CEPS contam-se os Meetings on Ethics and Political Philosophy, cuja 11ª edição está a ser preparada para este ano e que contou este ano com mais de 300 propostas de comunicações de investigadores dos cinco continentes, das quais só um terço foram aceites; a Summer School on Political Philosophy and Public Policy, igualmente com a 11ª edição planeada para o próximo ano, e o Colloquium in the History of Moral and Political Philosophy, cuja realização está agendada para daqui a dois meses.

A estas iniciativas juntam-se um seminário permanente de periodicidade mensal e a edição da revista Ethics, Politics and Society, cujo terceiro número está em preparação.
João Ribeiro Mendes assume que estes eventos e os projectos em execução “exigem muito dos 16 membros integrados do CEPS”.
O director realça “o apoio inexcedível da reitoria da UMinho”, desde a primeira hora. Ao fim de três anos de funcionamento, “o CEPS granjeou reconhecimento dentro e fora da UMinho e adivinho que, num futuro muito próximo, os seus serviços de pesquisa, formação e consultoria serão muito requeridos pela academia, pela comunidade científica e pela sociedade”.

Desafios que se colocam à investigação

Melhores condições para os investigadores é um dos desafios que o director do Centro de Ética, Política e Sociedade (CEPS) da UMinho identifica para a investigação nas universidades.
“Na última década nota-se um peso crescente das actividades de investigação em detrimento das de ensino” aponta João Ribeiro Mendes que considera que “as universidades não estavam nem estão ainda preparadas para receber tão grande aumento de investigadores”.
Outro desafio tem que ver com o financiamento. “Aos governos só se ouve falar de reforços nesse financiamento, mas o que se observa é uma tendência para a sua diminuição” denuncia o director do CEPS para quem “o pior nem é tanto isso, mas a dificuldade em dispor daquele que há, seja porque as verbas ficam cativas – cada vez mais um eufemismo para cortes – seja porque se introduzem mecanismos burocráticos para retardar as transferências de verbas ou o seu uso”. Um terceiro desafio passar por ajustar mais a pesquisa feita aos interesses societais. Os centros de investigação nas universidades encaram agora esse desafio com maior seriedade, em especial os que trabalham no domínio das Humanidades, realça João Ribeiro Mendes.

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