Correio do Minho

Braga,

Centro de Artes e Desporto Inclusivo vai ser inaugurado a 12 de Agosto
Vieira do Minho promove transferência de competências para as juntas

Centro de Artes e Desporto Inclusivo vai ser inaugurado a 12 de Agosto

Plano de Investimentos nas Freguesias leva Benjamim Pereira a Belinho e Mar

Braga

2019-04-17 às 10h00

Patrícia Sousa

Primeira fase do Centro de Artes e Desporto Inclusivo, que está a nascer na Praça Doutor Francisco Araújo Malheiro, na Quinta da Capela, será inaugurada a 12 de Agosto. Presidente da Associação Juvenil Synergia espera início da segunda fase do projecto.

O Dia Internacional da Juventude, celebrado a 12 de Agosto, é a data prevista para a inauguração da primeira fase do Centro de Artes e Desporto Inclusivo (CADI), um projecto “verdadeiramente para todos”, que está a ser dinamizado pela Associação Juvenil Synergia na Praça Doutor Francisco Araújo Malheiro, na Quinta da Capela. Para “prestar contas” à cidade, o presidente da associação, Ricardo Sousa, fez ontem uma visita às obras, orçadas em 260 mil euros.
“Os timings estão a correr bem e já estamos a metade da obra. Falta agora colocar a infra-estrutura, que é o telhado, que dará o aspecto final daquilo que sonhamos para este centro”, começou por explicar Ricardo Sousa, evidenciando que a obra contou com o apoio financeiro da Câmara Municipal de Braga, da Secretaria de Estado da Juventude e Desporto, através do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), e de muitos mecenas. “Todas as ajudas são bem-vindas. É sempre um risco avan- çar para uma obra a acreditar na responsabilidade social, à maneira antiga, pedindo ajuda a toda a gente. Mas esse foi o mecanismo que encontramos e, por isso, demos a conhecer a algumas empresas o que se vai fazer aqui e quando se trata de artes e desporto inclusivo é mais fácil apelar à responsabilidade das empresas, até porque se trata de um projecto de inovação social”, confidenciou ainda aquele responsável, garantindo que “o dinheiro está a ser bem aplicado e a obra está a correr conforme o previsto”.
A primeira fase do projecto está a ser concretizada no edifício onde era a sede do Synergia. “Aqui vão juntar-se a nós associações da cidade que trabalham com a terceira idade e com pessoas com mobilidade reduzida ou alguma incapacidade. Aqui vamos ter todo o dia esse público-alvo com o objectivo de trabalhar, de uma forma muito individualizada, as artes e o desporto através da capacitação e da estimulação”, explicou Ricardo Sousa, esperando que o CADI seja “um verdadeiro espaço de inclusão, aberto a todo o tipo de público e modalidades”. Aliás, “o grande desafio” do centro é “transformar-se num espaço de partilha, onde os medos de lidar com alguns públicos mais diferenciados sejam anulados, cruzando-se aqui várias gerações e vários públicos”, defendeu.
Sobre a segunda fase, onde se pretende requalificar o antigo espaço infantil da associação, transformando-o num verdadeiro parque inclusivo e intergeracional, Ricardo Sousa espera que também seja uma realidade. “O projecto já está na autarquia há algum tempo. A nossa intenção era inaugurar as duas fases a 12 de Agosto, mas para isso, a segunda fase teria de arrancar em breve”, apelou aquele responsável, destacando a importância da criação daquele parque.
“Esta praça é perfeita para ser implementado este projecto intergeracional, onde avós e netos se cruzem. O projecto apresenta vários tipos de atracção, quer para os mais novos, quer para os mais velhos, que ali terão jogos didácticos e áreas de relaxamento para usufruir ao ar livre, onde haverá também uma biblioteca pública à disposição da comunidade. “Queremos colocar ali, por exemplo, um pião gigante, e estimular as crianças e os mais velhos através da música e das artes. Já na biblioteca de jardim, os avós terão um papel importantíssimo no conto”, adiantou o presidente da associação, admitindo que estão a trabalhar para transformar o sonho em realidade. “Esta segunda fase está orçada em 80 mil euros mais IVA e esperemos que os responsáveis da Câmara Municipal de Braga, que já nos ouviram e já aqui estiveram, confiem em nós, tal como o fizeram na primeira fase do projecto”, apelou Ricardo Sousa.
A lista de empresas que estão a apoiar este projecto já vai extensa, com destaque para a Leroy Merlin, que é um dos “grandes mecenas”, sendo que “a oferta não é dar por dar, mas sim porque acreditam no projecto”, referiu o presidente, constatando o “selo de qualidade” do CADI com a presença e participação de grandes empresas da cidade.
Nuno Sousa, director de loja do Leroy Merlin, começou por defender que “este projecto de inclusão social é muito importante para a sociedade”, por isso, “faz todo o sentido apoiar”.
A empresa vai colaborar com cerca de três mil euros em material para o ginásio. “Acreditamos que vamos dar melhor qualidade e conforto às pessoas. Aqui o mais importante não é a questão monetária, mas sermos um verdadeiro exemplo de responsabilidade social, porque mais do que fazer bandeira e publicidade é ajudar quem precisa e temos aqui um projecto muito diferenciador”, justificou.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.