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CDU pede concretização de acordo Rui Morais quer manter excelência

Braga

2021-06-11 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Candidata da CDU entende que há condições para um acordo entre vários partidos para remunicipalizar a Agere. Rui Morais não se mostra contra desde que seja mantido “o actual nível de gestão”.

A vereadora e cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Braga nas próximas eleições autárquicas defendeu que “acordo que parece estar a ser gerado” em torno de um cenário de remunicipalização da Agere - Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos “possa ser concretizado em actos políticos e não só em declarações que parecem neste momento mais eleitoralistas do que outra coisa”.
Bárbara Barros, no final de um encontro com a comissão de trabalhadores da Agere, comentou a declaração do presidente da Câmara Municipal, Ricardo Rio, no final da última reunião da vereação, admitindo a remunicipalização dos 49% do capital privado da empresa, embora reconhecendo que se trata de uma hipótese difícil de concretizar, dados os custos financeiros da operação.

“Esta declaração surpreendeu-nos a nós e surpreendeu a comissão de trabalhadores da Agere, porque há muito tempos defendido a remunicipalização, à luz até do que seria o direito de reversão”, declarou a vereadora comunista, apontando que o presidente da Câmara “não tenha agido nos últimos anos de acordo que diz agora defender”, já que a coligação PSD/CDS “nunca votou favoravelmente as propostas da CDU de remunicipalização”.
Bárbara Barros indicou que o regresso da Agere a empresa de capital totalmente municipal manter-se-à como bandeira política da CDU, sinalizando que a remunicipalização é um cenário que “parece estar a ser gerado também em torno do PS”.
A CDU foi a única força política a votar, em 2004, contra a privatização parcial da Agere.

Para a actual candidata à Câmara Municipal, a declaração do social democrata Ricardo Rio na última reunião camarária é “mais uma campanha do que um real compromisso com esta remunicipalização”.
Sobre esta matéria, o presidente do conselho de administração da Agere, Rui Morais, disse ao Correio do Minho que não tem posição de princípio contrária à remunicipalização, “desde que se mantenha o actual nível de gestão.
“O que interessa é como a empresa é gerida, não quem são os gestores”, alega o administrador, reconhecendo também que, até pelo endividamento que terá de fazer para a liquidação da Sociedade Gestora de Equipamentos de Braga (SGEB), o Município não terá disponibilidade financeira para a compra dos 49% de capitais privados da Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos, pelo que, “a curto prazo”, uma operação deste tipo “será difícil”.

Para além disso, sustenta Rui Morais, “é preciso que o outro lado queira vender”.
“A remunicipalização é urgente, tendo em conta os excelentes resultados que a empresa tem obtido em contraciclo com outros serviços afectados pela pandemia”, contrapõe a vereadora e candidata Bárbara Barros, defendendo “ a aplicação do retorno financeiro” que a Agere tem na “prestação do seu serviço e não para distribuir pelos parceiros privados”.

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