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CAVI: “Estamos aqui para incluir, não para entreter”
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CAVI: “Estamos aqui para incluir, não para entreter”

Braga

2022-07-30 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

CAVI - Centro de Apoio à Vida Independente, da Pais em Rede, presta apoio, através de assistentes pessoais, a 49 pessoas com deficiência ou incapacidade. Objectivo é a sua inclusão na sociedade.

Citação

São 49 as pessoas com deficiência e incapacidade que actualmente são apoiadas pela Associação Pais em Rede, através do CAVI - Centro de Apoio à Vida Independente, um projecto social co-financiado por fundos comunitários e nacionais através do INR - Instituto Nacional para a Reabilitação.
Em termos práticos, o projecto consiste em prestar assistência pessoal (através da atribuição de um assistente pessoal) a pessoas com deficiência e incapacidade, no sentido de que as mesmas possam ter vida mais independente e autónoma.
Júlia Serpa Pimentel, a presidente da Direcção Nacional da Associação Pais em Rede, reconheceu ontem o trabalho que a Pais em Rede tem desenvolvido em Braga e avançou que há “movimentações intensas” no sentido de que o projecto deixe de existir enquanto tal, transformando-se em resposta social.
“Há movimentações intensas junto da Secretaria de Estado da Inclusão Social, do Ministério da Segurança Social e do Instituto Nacional para a Reabilitação para que este apoio deixe de ser dado enquanto projecto e passe a ser dado como resposta social, à semelhança de outras respostas sociais que já são dadas pelas instituições, como os CACI, os lares residenciais”, entre outras, avançou a responsável que interveio online, a partir de Lisboa, na sessão comemorativa do 3.º aniversário da CAVI Pais em Rede em Braga.
A comemoração coincidiu com a inauguração da sede da CAVI Pais em Rede, em Este (São Mamede), localizada a poucos metros da igreja paroquial. O momento reuniu a equipa técnica, assistentes pessoais, pessoas assistidas, familiares, representantes legais, amigos, e representantes de instituições locais, nomeadamente a Câmara Municipal de Braga, representada por João Medeiros.
Na sessão, Ana Braga, directora técnica referiu que as 49 pessoas a quem actualmente é prestada assistência pessoal são de áreas geográficas que vão desde Braga, Barcelos, Famalicão, Ponte de Lima e Vila Verde.
A CAVI Pais em Rede - Braga conta com quatro técnicas de gestão de processo de assistência pessoal e 28 assistentes pessoais. A assistência pessoal é direccionada a pessoas com deficiência ou incapacidade, promovendo a sua independência e autonomia.
“Deparamo-nos com uma grande lista de candidatos que aguardam apoio. Destes, pese embora as necessidades de apoio sejam evidentes, não se enquadram no modelo MAVI (movimento de apoio à vida independente), por não terem perspectiva de vida independente e, na maioria das vezes, desesperadamente por verem no CAVI a solução que não encontram nas respostas sociais existentes na comunidade”, alertou Ana Braga, realçando que é importante encontrar também resposta para essas pessoas.
A directora técnica alertou ainda para a falta de sensibilidade que ainda este na sociedade face à deficiência e à incapacidade. Apontou em particular a importância de sensibilizar o tecido empresarial, pois a capacitação das pessoas assistidas depende também de uma colocação no mercado de trabalho.
“Uma das nossas missões é integrar, incluir e incluir passa também pela procura de emprego. Sabemos que quem tem uma incapacidade não tem um rendimento tão competitivo e é preciso haver essa sensibilidade por parte de quem emprega”, referiu.
Ana Braga agradeceu ainda aos assistentes sociais, “que são o rosto do projecto. É através da sua actividade que conseguimos avaliar a satisfação das pessoas assistidas”. Realçou ainda que os assistentes pessoais não são damas de companhia, mas devem ser pessoas que percebem a metodologia do projecto e a essência do MAVI: o apoio à vida independente, capacitar para a autonomia, para a independência. E capacitar é ensinar, é levar a fazer, é mostrar como se fez e não fazer por”.
“Nós estamos aqui para incluir e não para entreter”, referiu, referindo que é nessa linha que cada pessoa assistida tem o seu próprio plano de assistência, porque “cada caso é um caso”.

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