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Braga, segunda-feira

CASF: resposta social ajuda 140 famílias de Maximinos, Sé e Cividade
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CASF: resposta social ajuda 140 famílias de Maximinos, Sé e Cividade

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Braga

2017-07-17 às 09h01

Redacção

Criado em 2014 pela União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, o Centro de Apoio Social e Familiar (CASF) revela-se “uma aposta ganha”. Actualmente são 140 as famílias apoiadas por este gabinete criado como resposta à elevada taxa de desemprego e baixa qualificação dos habitantes.

Criado em 2014 pela União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, o Centro de Apoio Social e Familiar (CASF) revela-se “uma aposta ganha”. Actualmente são 140 as famílias apoiadas por este gabinete criado como resposta à elevada taxa de desemprego e baixa qualificação dos habitantes.
“Numa altura marcada pelo frágil tecido económico e social, este centro surgiu com o objectivo de intervir no contexto familiar, ajudando a criar condições para que as famílias se reestruturem e potenciando os recursos necessários na prevenção ou reparação de problemas gerados por situações de exclusão social e, em certos casos, situações de emergência”, refere a Junta de Freguesia em comunicado.

Três anos depois, os pedidos de apoio não param de chegar. Neste momento, são 140 as famílias que beneficiam de acompanhamento, cujo apoio vai desde a oferta de géneros alimentares passando por roupas, brinquedos e outros utensílios úteis, que podem ser levantados na loja social.
De forma a melhorar a qualificação destes utentes e colocá-los novamente no mercado de trabalho são realizadas inúmeras formações de cariz profissional.

“Somos muito contra a ‘caridadezinha’. Queremos dar uma enxada para as pessoas recuperarem um pouco a sua auto- estima”, sublinha o presidente da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, Luís Pedroso. 
Fruto das suas inúmeras valências, o CASF direcciona um olhar atento às comunidades imigrantes, com destaque para os ucranianos, brasileiros e senegaleses, a quem, por exemplo, são oferecidas aulas de português, inglês, matemática ou até danças de salão.

Os idosos e as crianças também são contemplados, existindo vigilância máxima em casos de solidão ou doença na terceira idade bem como de crianças em situações de risco, cujo aviso chega, muitas vezes, por parte dos professores e técnicos sociais.
O trabalho em rede afigura-se, assim, como o principal motor de funcionamento do CASF, já que é graças às parcerias estabelecidas com a Segurança Social, Cruz Vermelha, Cáritas, C.C.S Santo Adrião, entre outras entidades, que é possível manter o projecto.

Para Luís Pedroso, “o grande mérito deste centro é que não ficamos fechados em si, mas trabalhamos sempre em sinergia com outras associações. Trabalhando em rede, vamos partilhando experiências e também conhecimento”. 
A resposta a todas estas situações depende igualmente do trabalho voluntário prestado por profissionais que colaboram com o centro. Alguns deles psicólogos, o que veio permitir a criação do Gabinete de Psicologia, instalado na união de freguesias, e cuja intervenção é crucial em muitos dos casos que dão entrada no CASF.

No entanto, consciente de que nem sempre é fácil dar seguimento a todos os pedidos, Luís Pedroso reforça o “rigor, critério e profissionalismo” na forma como são analisados e executados todos os processos. “Tentamos ser o mais rigorosos possível na atribuição desse apoio. Antigamente, por exemplo, recebia o cabaz de natal quem precisava e quem não precisava. Agora, só usufrui do mesmo quem tem apoio durante o ano inteiro. Há um critério e nós não fugimos desse critério”, destacou Luís Pedroso, garantindo que “a margem de erro é muito, muito pequena”.

O presidente da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade encara o CASF como um projecto de continuidade: “No imediato, o objectivo passa sempre por minorar as situações que nos chegam, mas sem dúvida que temos sido uma ajuda enorme na vida dessas pessoas, não só a curto como a médio prazo. É por sabermos a importância que temos para as pessoas que unimos todos os esforçospara continuar. Queremos dar asas, mas sem nunca largar o ombro àqueles que mais precisam”.

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