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Carta Gastronómica do Minho  é referência para a região

Alto Minho

2021-10-23 às 15h00

Miguel Viana Miguel Viana

Documento é apresentado hoje no Congresso Internacional de Enogastronomia que decorre na Escola Superior Agrária e reúne os principais pratos dos 24 municípios do Minho.

A apresentação da Carta Gastronómica Minhota é o ponto alto do Congresso Internacional de Enogastronomia que encerra hoje na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).
O documento agrega as principais receitas tradicionais dos 24 municípios que integram a região do Minho.
“É um projecto que agrega a gastronomia na vertente da arte e dos afectos, da Antropologia, da genuinidade dos alimentos, e do desenvolvimento local. Tentamos construir narrativas à volta do receituário. Cada município construiu uma narrativa à volta de um prato tradicional e harmonizou com um vinho”, explicou Joana Santos, coordenadora da Carta Gastronómica do Minho, juntamente com Nuno Vieira de Brito, e uma das organizadoras do congresso.
O documento deve ser revisto periodicamente, de forma a incluir também a gastronomia contemporânea.
O Congresso Internacional de Enogastronomia, que ontem e hoje reuniu vários especialistas em temáticas ligadas à gastronomia e aos vinhos, teve como principal finalidade, promover as tradições aliadas à inovação-
“A gastronomia não pode ser um museu. Tem de ser activa, de acordo com o que são os produtos da época e com os novos produtos. Têm aparecido produtos novos na região”, apontou Joana Santos.
A responsável pela organização do congresso defendeu ainda que é necessário integrar a multidisciplinaridade na promoção e valorização da gastronomia tradicional. “Todas as áreas de conhecimento têm de contribuir para a gastronomia. Quando falamos da cozinha, estamos a falar da área das tecnologias alimentares e da evolução da gastronomia molecular. Cada vez mais se tem de ter uma ciência interdisciplinar com os antropólogos, com os historiadores, com todas as áreas do conhecimento”, disse Joana Santos.
O presidente do IPVC, Carlos Rodrigues, considerou que a defesa da gastronomia é importante para a região, porque “a gastronomia é história e tradição e são essas tradições que diferenciam e valorizam o território.” Ao mesmo tempo, o presidente do IPVC realçou que “na gastronomia tem que haver inovação e sustentabilidade”.
Em representação o município de Ponte de Lima, o vereador Paulo Sousa, destacou que a “alimentação é essencial para a qualidade de vida” das populações e, por isso, importa “fazer um trabalho de valorização do receituário e dos produtos endógenos”.
Além da apresentação da Carta Gastronómica do Minho, o programa de hoje prevê a apresentação de boas práticas da gastronomia da região e uma reflexão sobre produtos, mercados e hábitos alimentares dos minhotos.
Ontem, em cima da mesa estiveram assuntos como as boas práticas da gastronomia das regiões europeias, o passado e o presente da gastronomia e a enogastronomia como factor de desenvolvimento”.

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