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Candidaturas partilham principais preocupações

Entrevistas

2021-09-22 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Debate dos candidatos da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade mostrou que as necessidades locais são preocupações unânimes para todos os partidos.

Num debate, que acabou por ser mais uma exposição de ideias, foi perceptível que principais as preocupações são partilhadas pelas seis listas de candidatos.
Domingos Veloso, da CDU, depois de manifestar a reivindicação da reversão da agregação que deu origem a esta UF, quis deixar claro que “a única força da oposição é a CDU”. Apontou ainda o dedo à Câmara que acusa de “não olhar para esta freguesia”, o que fica patente na “falta de limpeza do espaço público” e na habitação precária, “com casos dramáticos nas zonas do Penedo e de São Gregório, que mais parecem ilhas”. A falta de estacionamento para residentes e os incómodos causados pelos bares que funcionam “até altas horas, sem permitir o descanso dos moradores” são também preocupações da CDU.
Já Márcia Soares defendeu que “o Chega faz falta” para resolver “muita coisa mal nesta UF”, dando como exemplos “a falta de limpeza, o trânsito caótico, sobretudo na Rua do Caires e junto à estação da CP, a degradação na zona da Sé, onde há passeios desfeitos e ruas em mau estado e as Carvalheiras votadas ao abandono, além da falta de zonas para cargas e descargas”. A candidata do Chega defendeu ainda que é necessário transferir mais competências para as Juntas de Freguesia.
João Ferreira, em representação do BE, além de concordar com os problemas já elencados, apontou sobretudo a necessidade de melhorar a mobilidade, algo que exige coordenação com a oferta de transportes públicos. “Temos uma estação da CP com paragem para apenas dois autocarros. Faltam espaços verdes e os que existem carecem de valências para que sejam usufruídos”, apontou ainda, referindo que todas as situações a resolver nesta UF “devem começar por uma reflexão sobre o que está na sua origem para depois se aplicar soluções”.
A candidata do PS, Marcela Dias, alertou que esta UF está a crescer, tem fluxos migratórios intensos, mas “faltam as políticas de proximidade”. Apontou também a mobilidade como uma das principais preocupações, assim como a necessidade de qualificar o tecido urbano. Identificou ainda a necessidade de “suprir carências a nível da resposta educativa” e de se encontrar solução para o Galécia. A degradação de alguns focos habitacionais, a falta de habitação acessível, a necessidade de policiamento de proximidade para combater a insegurança são problemas que o PS se propõe resolver, assim aproveitar mais e melhor o movimento cultural que existe na UF e valorizar o turismo.
Luís Pedroso lidera a lista da Coligação ‘Juntos por Braga’ almejando ser eleito para o terceiro mandato. Nota que o facto de ter governado em minoria e de ter surgido a pandemia fizeram com que o segundo mandato não tenha sido “fácil”, depois de um primeiro “fantástico”. Reconhece que a mobilidade é um problema que tem de ser resolvido, mas lembra que as soluções exigem sempre o aval de quem tem o poder de decidir, seja a Câmara, seja a Infraestruturas de Portugal. “Há propostas de outras listas que não são exequíveis ou porque não dependem da junta ou porque não têm cabimento financeiro”, alertou, realçando que o seu programa “passou no crivo da Coligação”, logo tem “o aval do Município para a sua concretização”. É aliás da Câmara um projecto que Pedroso acredita que vai transformar e impulsionar não só toda a UF, como a cidade no seu todo: a valorização da Insula das Carvalheiras.
Depois de ter ficado em segundo lugar nas últimas autárquicas, João Seco Magalhães volta a candidatar-se liderando a lista independente ‘Servir Maximinos, Sé e Cividade’ e apresenta-se com um vasto conjunto de propostas, “que já têm projecto no papel” para melhorar a mobilidade. Entre as várias propostas destacam-se, por exemplo, a conclusão da estrada que que liga Maximinos, através do lugar do Penedo, a Real e cuja conclusão está em stand-by, mas também a semaforização junto à estação da CP, uma rotunda no Ponte Pedrinha e outra na Rua de São Martinho, junto à bomba de combustíveis, e o alargamento da rua de Cones, entre outras. A intervenção nos espaços verdes é outra aposta, assim como o apoio social.

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