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Braga

2018-05-17 às 06h00

Marta Amaral Caldeira

O alerta para a prevenção foi deixado, ontem, pelo Hospital de Braga, que assinalou o Dia do Euro Melanoma com um rastreio para a população. O número de casos tem aumentado de ano para ano.

A jovem psicóloga Joana Peixoto foi uma das utentes que, ontem, aproveitou o rastreio do melanoma para pedir aconselhamento dermatológico sobre um sinal irregular que tem na zona dorsal. A acção foi promovida pelo Hospital de Braga no Dia do Euro Melanoma, onde o número de pessoas com cancro de pele tem crescido de ano para ano. Só no ano passado foram registados 672 casos, 22 dos quais, melanomas - o tipo mais agressivo de cancro de pele.
A demasiada exposição solar, inclusivamente aquela devida à utilização contínua de solários, tem sido um dos principais factores para o crescimento do número de casos de cancro de pele, designadamente de melanomas em jovens na casa dos 20 anos. O melanoma pode desenvolver-se a partir de um sinal que altera ou de um sinal novo e também com o excesso de radiação solar.

Estes e outros conselhos foram dados a meia centena de utentes, inscritos nesta acção de detecção precoce do melanoma da unidade hospitalar bracarense, aproveitando para tirar todas as dúvidas no Serviço de Dermatologia.
Penso que é muito importante fazer estes rastreios atendendo aos problemas de pele que se têm verificado nos últimos anos e entendo que devemos procurar saber se está tudo bem e se realmente temos alguma modificação de sinais que nos vão aparecendo no corpo, indicou a utente Joana Peixoto.

Celeste Brito, dermatologista do Hospital de Braga, atendeu, ontem, utentes do rastreio, deixando um alerta à população jovem para se prevenir, usar protector solar e evitar a exposição solar contínua, sobretudo em solário.
A médica diz que é preciso estar-se muito atento às zonas cegas como o interior do braço e posterior da perna e o dorso.

A minha primeira paciente hoje, no rastreio, tinha um carcinoma basocelular. É o tumor mais frequente na raça branca, desenvolvendo-se lentamente.

No caso específico, a mulher, de 70 anos e de pele muito clara, tinha já o tumor há mais de um ano e decidiu pedir aconselhamento a um dermatologista. Algo que a médica valorizou.

Muitas vezes este tipo de tumores começa com áreas de prurido e desenvolve-se a partir daí. Às vezes parece uma feridinha ou uma placa/zona de coceira, referiu a médica dermatologista, acrescentando que, em caso de dúvidas, o melhor mesmo é procurar o conselho de um dermatologista ou médico de família.

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