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Campanha atípica pode fazer subir abstenção
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Campanha atípica pode fazer subir abstenção

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Campanha atípica  pode fazer subir abstenção

Nacional

2021-01-11 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Investigador considera que a pré-campanha para as presidenciais foi pouco mobilizadora. Muitas pessoas não votarão com medo do vírus.

O investigador Marco Lisi considera que a campanha para as presidenciais está a ser pouco mobilizadora, “atípica” devido à pandemia de covid-19, o que pode baralhar comportamentos eleitorais clássicos, e fazer subir a abstenção. O professor auxiliar do Departamento de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa assinalou o facto inédito de realizar uma eleição a meio de uma epidemia, pelo que também é difícil fazer avaliações, mesmo com base nos estudos de comportamento eleitoral feitos em Portugal e noutros países.

A “instabilidade e a incerteza acabam sempre por baralhar os alinhamentos eleitorais tradicionais clássicos”, disse o investigador e autor do livro ‘Eleições – Campanhas eleitorais e decisão de voto em Portugal’.
A pandemia, disse ainda, é “um fenómeno geral” e “não afecta da mesma maneira todas as pessoas”, havendo preocupações diferentes, sociais, económicas, como o desemprego, ou os efeitos da pandemia na saúde.
No seu livro, Lisi concluiu que o comportamento do eleitor português está muito marcado, além de factores ideológicos e sócio económicos, pelos denominados “factores de curto prazo”, como a imagem dos líderes partidários, os temas de campanha, onde a economia, “votar com a carteira”, tem ainda muito peso.

E o caso das presidenciais, como aconteceu em 2016, são eleições em que há “mais volatilidade, mais liberdade de voto” para os eleitores escolherem “além das suas preferências ideológicas ou partidárias”.
A pré-campanha, segundo afirmou, foi “pouco mobilizadora”, muito centrada na pandemia, no estado de emergência e em temas da agenda política diária, sobre opções ou “casos” no Governo, como o do procurador europeu – o investigador responsabiliza os jornalistas por isso –, ignorando-se questões próprias do cargo de Presidente, como reformas no sistema eleitoral ou as reformas políticas necessárias ao país. “Atípica” é como Lisi descreve a pré-campanha eleitoral, a começar pelo facto de ser feita essencialmente através ‘online’, com debates nas televisões, mas também nas redes sociais.

“Nunca houve uma campanha feita exclusivamente através desses meios”, afirmou, sublinhando que, sem “o contacto pessoal presencial, face a face” do candidato com os eleitores, esta fórmula “não incentiva a mobilização”.
E para o dia das eleições, “eventualmente, se as coisas se mantiverem críticas, na difusão do vírus, isso pode levar muitas pessoas a não irem votar”, disse, dando o exemplo das pessoas mais idosas, que “têm mais dificuldade ou receio em deslocar-se”.

João Ferreira
Décadas de políticas contra a letra da Constituição da República

O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP, João Ferreira afirmou ontem que os “problemas, bloqueios e dificuldades” que o país enfrenta são o resultado de décadas de políticas realizadas “contra a letra e o espírito” da Constituição da República. “Portugal encontra-se numa encruzilhada particularmente relevante e complexa da sua história. Os problemas, bloqueios e dificuldades que enfrentamos são expressão e resultado de décadas de políticas realizadas contra a letra e o espírito da Constituição da República. Foi esse desrespeito pela Constituição que nos trouxe até aqui”, afirmou João Ferreira, durante um comício, no Porto, que deu o arranque oficial à campanha para as eleições de 24 de janeiro.

Marisa Matias
Foram tomadas medidas para votar sem medo da pandemia

A candidata presidencial bloquista, Marisa Matias, transmitiu ontem uma mensagem de tranquilidade às pessoas que possam ter medo de ir votar em contexto de pandemia, assegurando que “foram tomadas medidas” para que esse direito possa ser exercido.
Questionada sobre se receia uma maior abstenção devido à pandemia, admitiu que “é um medo legitimo”, mas “que estão a ser tomadas medidas para que as pessoas possam votar sem medo e que possam ter condições para votar”. “No dia das eleições haverá desdobramento das mesas de voto, haverá o cumprimento de todas as normas de higienização e de segurança e eu compreendo que é legítimo ter-se medo, num contexto como este, mas também quero dizer às pessoas que foram tomadas medidas para que possam ir votar, exercer o seu direito de voto, sem medo”, declarou.

André Ventura
Insultos ao candidato e protestos à porta do comício em Serpa

O candidato presidencial do Chega! mandou ontem “trabalhar” dezenas que pessoas que se manifestavam contra a sua presença em Serpa, antes do comício inaugural do período oficial de campanha, no Cineteatro da localidade alentejana. “Vão trabalhar, trabalhar!”, limitou-se a gritar André Ventura, em direcção aos manifestantes, a maioria de etnia cigana e com cartazes antifascistas, ladeado por seguranças e com meia-hora de atraso face ao horário previsto. “Beja foi [o distrito] escolhido para ser o início da caminhada presidencial pela razão que temos insistido: há um país em que metade trabalha para outros não fazerem nada”, afirmou o candidato e deputado, lamentando “privilégios e regalias injustificados nos últimos 45 anos”.

Vitorino Silva
Candidato anula acções de campanha durante o próximo confinamento

O candidato Vitorino Silva anunciou ontem, em Peniche, que vai cancelar as acções da sua campanha durante o novo confinamento, a partir de meados da próxima semana devido à pandemia de covid-19. “Eu pertenço ao povo, não quero mordomias”, justificou, explicando que, se o povo estiver confinado em casa, ele também estará.
Vitorino Silva considerou que as eleições deveriam ter sido "adiadas logo em Setembro" e, tendo em conta a evolução da situação pandémica no país, defendeu que "não há condições" para os portugueses irem votar no dia 24.

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