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Braga, quinta-feira

Câmara de Braga negoceia ajustes ao projecto do hotel do Picoto
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Braga

2016-11-15 às 06h00

José Paulo Silva

O projecto de um hotel no sopé do Monte Picoto voltou à ordem do dia, mais de três décadas após a Câmara Municipal de Braga ter acordado com um promotor privado a cedência, a preço simbólico, terrenos para a construção daquele e outros edifícios. Nunca concretizada, a operação urbanística é novamente considerada, já que o privado tem vindo a abordar o actual executivo autárquico para dar cumprimento ao que o presidente da Câmara, Ricardo Rio, classifica como “contrato pendurado”.

O projecto de um hotel no sopé do Monte Picoto voltou à ordem do dia, mais de três décadas após a Câmara Municipal de Braga ter acordado com um promotor privado a cedência, a preço simbólico, terrenos para a construção daquele e outros edifícios.
Nunca concretizada, a operação urbanística é novamente considerada, já que o privado tem vindo a abordar o actual executivo autárquico para dar cumprimento ao que o presidente da Câmara, Ricardo Rio, classifica como “contrato pendurado”.

Ontem, no final da reunião da vereação, o edil deu nota das tentativas de “chegar a um entendimento” com o empresário bracarense José Veloso para ajustar um projecto imobiliário que motivou, na década de 80 do século XX, um concurso de ideias ao qual concorreram arquitectos de renome como Álvaro Siza, Alcino Soutinho, Pedro Vieira de Almeida, Eduardo Souto Moura e Fernando Távora.
A passagem dos terrenos em causa para a posse da Câmara, por força das expropriações do Parque Urbano do Monte Picoto, levou o promotor imobiliário a solicitar a concretização do acordo celebrado décadas atrás.

A actual Câmara tenta agora “um novo enquadramento” do inicialmente projectado para o Monte Picoto, adequando-o à actual realidade do mercado imobiliário.
Sobre o dossiê do hotel do Picoto agora reaberto, o vereador socialista Hugo Pires entende que o projecto inicial deixou de “cumprir legislação” específica desta área de actividade, tendo sido renegociada a capacidade da projectada unidade. O autarca socialista entende que “ainda hoje é necessário um hotel de apoio ao Parque de Exposições de Braga e a revitalização daquela zona da cidade”.

Para o perímetro do actual Parque Urbano do Monte Picoto, a Câmara Municipal projecta um ‘Parque Aventura’, equipamento que será explorado por iniciativa privada através de concurso público a lançar no início de 2017.
A oposição à maioria PSD/CDS vê com reservas essa opção, tendo ontem o vereador da CDU, Carlos Almeida, declarado que “a lógica de concessão não nos agrada”, já que, em sua opinião, “os interesses dos privados vão colidir com os interesses ambientais”, até porque a Câmara anunciou o propósito de fazer do Monte Picoto “o maior bosque autóctone da Península Ibérica”.

Para o PS, o projecto do Parque Aventura revela “vistas curtas” da governação camarária, sustentando o vereador Hugo Pires que a atractividade do Parque da Ponte não se consegue “sem demolir o Bairro do Picoto”, classificado como “cancro da cidade” e “mercado da droga”.
Visão diferente tem o presidente Ricardo Rio, segundo o qual “não é com medidas drásticas de demolição que se resolve o problema” de insegurança naquela zona.

O actual executivo tem, em alternativa, perspectivas de investimento naquele bairro social, inaugurado em 1998 e que representou um investimento de cerca de dez milhões de euros da então Câmara de maioria socialista.
Mesmo depois do concurso para a concessão de um restaurante no Parque do Picoto ter ficado deserto, Ricardo Rio acredita que o Parque Aventura pode atrair o interesse de investidores privados. “Só é possível levar mais pessoas ao Parque do Picoto com atracções”, alegou o edil, salientando o investimento feito em segurança e na promoção de eventos naquela área verde da cidade de Braga.

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