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Brasil: Dilma Rousseff analisa carta enviada por deputada iraniana sobre Sakineh Mohammadi Ashtiani
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Brasil: Dilma Rousseff analisa carta enviada por deputada iraniana sobre Sakineh Mohammadi Ashtiani

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2011-01-18 às 17h35

Lusa Lusa

A presidente Dilma Rousseff deve analisar hoje o conteúdo da carta enviada pela deputada iraniana Zohreh Elahian, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Parlamento iraniano, sobre Sakineh Mohammadi Ashtiani, divulgou a imprensa brasileira.

A viúva iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani foi condenada à morte por infidelidade e cumplicidade no assassinato do marido.

Segundo a Agência Brasil, o assunto será tema de uma reunião de Dilma Rousseff com o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia.

De acordo com as informações de agências internacionais, a deputada informou à presidente brasileira que houve a suspensão da condenação por enforcamento e a conversão da pena de morte em dez anos de prisão.

A Presidência da República e o Ministério das Relações Exteriores confirmaram que o documento foi remetido para o Palácio do Planalto (sede do Governo brasileiro).

O conteúdo da carta não foi divulgado.

No final da tarde de segunda-feira, assessores da Presidência informaram que a correspondência será traduzida do inglês para o português e, em seguida, a presidente deverá manifestar-se sobre o tema.

O responsável jurídico do Irão pelo processo de execução de Sakineh Mohammadi Ashtiani anunciou, na segunda-feira, que a pena da iraniana não foi suspensa.

A presidente Dilma Rousseff é uma das críticas da sentença de morte de Sakineh.

Segundo a chefe de Estado e de Governo do Brasil, a condenação da viúva contraria os direitos humanos.

Inicialmente, a iraniana foi condenada à morte por apedrejamento, agora aguarda o julgamento da ação penal que a condena ao enforcamento.

O caso de Sakineh mobilizou a sociedade internacional numa campanha pela suspensão da pena de morte.

No ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a libertação de Sakineh e ofereceu asilo à iraniana no Brasil.

Em resposta, o Governo iraniano de Mahmoud Ahmadinejad classificou o Brasil como 'desinformado' sobre o caso.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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