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Alto Minho

2022-07-30 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Investigadores portugueses e estrangeiros vão poder ficar alojados e realizar trabalhos em vários edifícios da Branda (aldeia de Verão) de S. Bento do Cando, na freguesia da Gavieira.

Citação

Branda Científica de S. Bento do Cando, na freguesia de Gavieira, deve entrar em funcionamento no Verão do próximo ano. A esperança é do presidente da Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez, que ontem assinou o Acordo de Cooperação da Branda Científica com a Universidade do Minho, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, o Instituto Politécnico de Bragança, a Universidade de Vigo e a Universidade de Santiago de Compostela, estas duas últimas situadas na Galiza (Espanha).
A Branda Científica tem como principal missão alojar os cientistas de várias áreas que pretendam estudar a biodiversidade do Parque Nacional da Peneda-Gerês. “Aqui poderemos alojar pessoas que investigam as várias temáticas, desde as biologias, aos aspectos culturais, a todas as àreas possíveis e retirar as potencialidades do nosso território e as mais-valias. Se aprofundarmos o conhecimento através de uma estação científica internacional como esta poderá ser, podemos ficar a conhecer o território e beneficiar as populações”, indicou João Manuel Esteves, presidente da Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez.
A criação da Branda Científica implica a remodelação de alguns edifícios pertencentes à Confraria de S. Bento de Cando. Uma tarefa para a qual o município arcuense espera ter a colaboração do Ministério da Coesão Territorial e do Ministério da Ciência, tecnologia e Ensino Superior. “Eu fiz duas solicitações, uma dirigida à Ministra da Coesão Territorial, em que para os edifícios que em articulação com a confraria podemos utilizar, é necessária uma verba para a reabilitação dos edifícios, que viesse do Quadro Comunitário ainda este ano. Relativamente à solicitação que fiz à ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. foi a atribuição de bolsas de doutoramento e para projectos de investigação temáticos. Espero que isso aconteça este ano. Estou em crer que dentro de seis meses poderemos iniciar alguma actividade e daqui por um ano poderemos já ter gente a estudar aqui”, disse João Manuel Esteves.
Antecipando-se à ministra da Coesão Territorial, a secretária de Estado da Coesão Territorial, Isabel Ferreira, garantiu que “temos o programa Interreg onte está indicada a reserva da Biosfera Gerês - Xurez, para fazer projectos deste género”, afirmou Isabel Ferreira.
A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, destacou que “uma das prioridades para a Coesão Territorial e para estes territórios do interior, é o apoio à ciência. É o apoio à valorização dessa ciência. Projectos como este terão, naturalemente, priorridade”.
Uma posição de apoio também assumida pela ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, que assegurou que a Branda Científica tem todas “as condições para desenvolver cursos de investigação interdisciplinar”.
O coordenador científico do projecto, Henrique Pereira, frisou que muitos cientistas já estão a trabalhar no terreno, mas falta ter o suporte do edificado. A solução passa pela recuperação dos edifícios da Confraria de S. Bento do Cando, sem prejudicar as respectivas actividades. “Isto é a atribuição de novos usos mantendo o uso sazonal para a altura das romarias, mas agora ampliando com outros usos, em que funcionam como alojamento para investigadores. É uma nova vida que damos a estes edifícios”. A localização foi explicada pelo técnico com a envolvente do Parque Nacional da Peneda-Gerês, com a facto de ser uma aldeia de Verão e com a proximidade ao vale glaciar do rio Vez.
A Branda de S. Bento do Cando contempla ainda alojamentos, laboratórios de suporte e um espaço de apoio para a realização de workshops.
O Bispo de Viana do Castelo, D. João Labrador manifestou a vontade de colaborar com a Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez na recuperação dos edifícios.

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