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Braga tem sete ‘jardins históricos’ na Rota do Baixo Minho

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Braga tem sete ‘jardins históricos’ na Rota do Baixo Minho

Braga

2020-02-29 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

São sete os jardins históricos que dotam a cidade de Braga. A classificação é atribuída pela Associação Portuguesa dos Jardins Históricos, que integra os jardins bracarenses na Rota de Jardins Históricos do Baixo Minho. O projecto visa a certificação e a potenciação de um ‘novo’ produto turístico.

Braga destaca-se no país pelos seus jardins, dos quais sobressai o seu património cultural e natural. É precisamente por terem esse valor acrescentado que o Jardim de Santa Bárbara, o Jardim do Bom Jesus do Monte, o Jardim do Museu dos Biscainhos, o Jardim do Museu Nogueira da Silva, o Jardim da Avenida Central (Passeio Antigo) e do Mosteiro de Tibães e Parque da Ponte constam da Rota dos Jardins Históricos do Baixo Minho, que a Associação Portuguesa dos Jardins Históricos (AJH) quer potenciar enquanto ‘novo’ produto turístico, tendo no horizonte a sua salvaguarda e sustentabilidade.
Criada em 2003 precisamente com o objectivo de contribuir para o estudo, defesa, preservação e divulgação do património paisagístico português, com destaque para os seus jardins, a nova direcção da AJH está neste momento a inventariar várias rotas de jardins no país em territórios do interior. O projecto é apoiado por fundos comunitários através de uma candidatura ao Programa ‘Valorizar’, que contou com o apoio do Turismo de Portugal.
Os jardins bracarenses supramencionados estão integrados nesta Rota de Jardins Históricos do Baixo Minho, exibindo todo o seu esplendor e valor patrimonial, natural e cultural. Sejam públicos ou privados, o importante é que estes ‘jardins históricos’ tenham como grande denominador comum a visitação pública.
“O que importa realmente é que sejam jardins de portas abertas, que recebam a visita de públicos e que, em rigor, mantenham, quanto possível, intacta a sua autenticidade, essência e um razoável estado de conservação”, sublinhou Manuel Sousa, arquitecto paisagista povoense e docente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, que é também membro da AJH.
Afinal o que é um jardim? “Um jardim é um espaço onde o Homem organiza a Natureza segundo os seus princípios estéticos e, por isso, o jardim, muda muito também ao longo dos tempos e de acordo com a cultura subjacente”, esclarece, acrescentando que existe, associada ao jardim, toda uma simbologia que remete para o Paraíso, o Éden, onde Adão e Eva viveram. “Na verdade, os jardins, ao longo da História, foram sempre espaços de privilégio”, disse Manuel Sousa. São espaços que permitem o contacto directo com a Mãe Natureza, mas que espelham também a cultura e valor paisagístico e arquitectónico de um determinado período. É exactamente estas ‘estórias’ distintas que os Jardins Históricos de Braga contam também.
Por exemplo, quando se visita o Jardim do Museu dos Biscainhos esta é, na realidade, uma oportunidade de entrar, durante algum tempo também, no período do Barroco, experienciando realmente o privilégio de uma família ter tido aquele como seu jardim privado na sua habitação tal como outrora o tiveram os condes de Bertiandos.
“A relevância histórica e cultural tem um grande peso na definição daquilo que a AJH considera serem, de facto, ‘jardins históricos’”, frisou Manuel Sousa, apontando que, no caso do Bom Jesus, vale todo o seu conjunto, contando com os jardins, mata, património arquitectónico e cultural e, no caso do Mosteiro de Tibães é a mata e os espaços verdes juntamente com o seu património que contam para esta designação.
“O Parque da Ponte de Braga é um espaço completamente diferente que entendemos que devia integrar também esta Rota de Jardins Históricos do Baixo Minho pela sua riqueza natural, pelo espírito romântico que encerra, tornando-o num espaço agradável que mecere ser reconhecido”, assinalou.

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