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Braga quer criar rede de sítios arqueológicos abertos à população
Aprovado projeto do Mercado Municipal de Esposende

Braga quer criar rede de sítios arqueológicos abertos à população

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Braga quer criar rede de sítios 
arqueológicos abertos à população

Braga

2014-09-11 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

BRACARA AUGUSTA acolhe o Congresso Internacional ‘Callaecia Meridional no Tempo de Augusto’ que decorre no Museu D.Diogo de Sousa. O programa de celebração do Bimilenário de Augusto inclui ainda a realização de um simpósio na cidade de Esposende.

O município de Braga quer criar uma rede de sítios arqueológicos fruíveis pela população, disse ontem Ricardo Rio, presidente da câmara de Braga, à margem da abertura do Congresso Internacional ‘Callaecia Meridional no Tempo de Augusto’ que decorre até hoje no Museu D.Diogo de Sousa, no âmbito da celebração do Bimilenário de Augusto.
Ricardo Rio anunciou que a primeira candidatura a poder concretizar-se será a musealização da Insula das Carvalheiras, onde já existe um projecto concreto para intervir. O Teatro Romano constitui outro sítio arqueológico, onde está a ser desenvolvido um trabalho científico que envolve a unidade de Arqueologia da Universidade e o gabinete de Arqueologia da câmara municipal.
Na abertura ontem do congresso, Ricardo Rio, destacou o importante legado romano da bimilenária cidade de Braga, local onde o Imperador Augusto decidiu fundar uma nova urbe com o seu epíteto: Bracara Augusta.
Este congresso internacional que reúne vários investigadores nacionais e internacionais marca o arranque das celebrações do ‘Bimilenário de Augusto’, cujo legado perdura ainda hoje como um dos mais importantes estadistas da antiguidade, verdadeiro criador de um mundo global do qual somos herdeiros. Este facto que tem motivado a celebração em todo o mundo da data da sua morte, ocorrida em 19 de Agosto do ano 14 da Era cristã.
O programa de celebração do Bimilenário de Augusto inclui, de igual modo, a realização do Simpósio ‘Archaeoanalytics, Chromatography and analysis in archaeology’ que decorre amanhã , no auditório municipal de Esposende. Este simpósio segue as tendê̂ncias mais recentes da arqueologia, recorrendo aos mais reputados especialistas nacionais e internacionais na á́rea da identificação de resíduos orgânicos e de ADN presentes em artefactos arqueológicos. Será celebrado na cidade de Esposende, que nos ú́ltimos anos nos tem brindado com achados arqueoló́gicos de enorme interesse relacionados com naufrágios, bem demonstrativos das vastas redes de contacto que uniam as gentes deste espaço norte peninsular com o restante mundo conhecido.
Benjamim Pereira, presidente da câmara de Esposende, destaca a importância do reconhecimento e valorização do património existente neste território, em concreto nas duas cidades de Braga e Esposende. “É óbvio que está aqui um património muito valioso quer na cidade de Braga, que é indiscutível, mas noutros municípios do distrito de Braga. Mas nós oferecemos também a Braga os achados arqueológicos sub-aquáticos, ou seja, há aqui um complemento a tudo o que já existia na grande Bracara Augusta relativamente às dinâmicas que se geravam no território, toda esta ligação marítima e a costa”. O edil deixa, por isso, o alerta que “agora há que saber preservar, tratar e potenciar este valiosíssimo património do ponto de vista turístico”.

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