Correio do Minho

Braga, terça-feira

Braga quer criar observatório para acompanhar emprego
Câmara de Vila Verde reforça abastecimento de água

Braga quer criar observatório para acompanhar emprego

José Maria Costa quer investigação à privatização de estaleiros navais de Viana do Castelo

Braga

2017-11-14 às 06h00

Isabel Vilhena

Braga quer avançar com um observatório permanente para acompanhar o emprego. O desafio foi lançado ontem a Eduardo Duque, da Universidade Católica de Braga (UCP), no lançamento do livro ‘Inserção Profissional dos Jovens de Braga’, que decorreu no edifício do GNRation. A obra da autoria de Eduardo Duque (UCP), Cícero Pereira (Universidade Federal da Paraíba) e José Vasquez (Universidade de Vigo) faz um levantamento rigoroso de dados socioculturais, socioeconómicos com base demográfica e com indicadores educativos e de empregabilidade dos jovens da região de Braga.

Braga quer avançar com um observatório permanente para acompanhar o emprego. O desafio foi lançado ontem a Eduardo Duque, da Universidade Católica de Braga (UCP), no lançamento do livro ‘Inserção Profissional dos Jovens de Braga’, que decorreu no edifício do GNRation.
A obra da autoria de Eduardo Duque (UCP), Cícero Pereira (Universidade Federal da Paraíba) e José Vasquez (Universidade de Vigo) faz um levantamento rigoroso de dados socioculturais, socioeconómicos com base demográfica e com indicadores educativos e de empregabilidade dos jovens da região de Braga.

Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, este estudo que foi realizado em 2012, aquando da Capital Europeia da Juventude, “deve ser estendido para lá do trabalho que foi realizado em 2012 para a realidade actual e para o futuro”. E assim, lançou o desafio aos autores do livro de pensar um observatório permanente do emprego em Braga. “É muito importante pensar num observatório até para sustentar as futuras políticas públicas, para perceber o resultado daquelas que vão sendo implementadas, de modo a obter dados os mais fidedignos possível, não de carácter quantitativo, mas com um trabalho qualitativo, conceptual como este que está na base que foi desenvolvido por Eduardo Duque e que nos dão uma ideia muito interessante sobre aquilo que são as dinâmicas de acesso ao emprego e da qualidade do emprego medida pelo nível remuneratório dos jovens do nosso concelho”, defendeu o autarca.

Rio sustenta que um “observatório desta natureza tem que estar alicerçado numa contribuição científica de quem tenha capacidade, como é o caso de Eduardo Duque e os colegas para nos desafiarem a criar um projecto desse género que possa ser implementado no contexto local”.
Eduardo Duque confessou-se surpreso com o desafio, mas motivado, justificando que “temos temos que aceitar os bons desafios e sendo ele lançado pelo presidente da câmara municipal é sinal que é uma necessidade contextual. Só precisamos contextualizar as coisas, do ponto de vista académico, para podermos dar seguimento ao projecto”.

Sobre o livro apresentado intitulado ‘Inserção Profissional dos Jovens de Braga’, Eduardo Duque explica que “ajuda a estudar de um modo muito aprofundado a dimensão do trabalho e a dimensão educacional dos jovens e, de um modo particular, dá-nos a perceber como as coisas estão em mudança profunda. Estamos a viver tempos em que a educação assume um valor profundamente instrumental, trabalho assume um valor muito passageiro e as pessoas precisam do trabalho”, sublinhando a necessidade do “levantamento sério desta mutabilidade da sociedade de hoje, onde os jovens estão inseridos. É uma exigência”.

O edil bracarense realçou as considerações pertinentes e o enquadramento teórico presentes nos capítulos iniciais da obra “que nos dão uma percepção muito interessante daquilo que são as motivações dos jovens, desde logo, como eles encaram a sua relação com a formação e a educação e como perspectivam a sua inserçção profissional”. Uma análise que, segundo Ricardo Rio, “fornece dados importantes do território, ajudando a promover uma política de desenvolvimento económico, de acesso ao mercado de trabalho que visa integrar o melhor possível os jovens do nosso concelho”.

Por sua vez, Paula Remoaldo, Professora Associada com Agregação da Universidade do Minho, destaca o rigor da investigação visível aos longo das 116 páginas da obra, divida em 5 capítulos, numa edição da Universidade Católica Portuguesa - Braga. “Este livro vem colmatar uma lacuna científica sobre os jovens bracarenses, ou seja, os jovens como elemento motriz e dinamizador da transformação social”. Paula Remoaldo acrescenta que esta obra “é um exercício de sociologia empírica”.

No final da apresentação, Eduardo Duque anunciou que, juntamente com o colega José Vasquez, estão a preparar uma nova obra que irá retratar a relação do trabalho e a educação na perspectiva de três gerações diferentes e os resultados são surpreendentes, assegura o autor.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.