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Braga é o concelho mais exportador de produtos de alta tecnologia do Norte

Braga

2020-11-27 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Relatório divulgado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte revela que Braga e responsável pela maior fatia do valor das exportações de produtos de alta tecnologia, nomeadmente no sector da electrónica.

Braga lidera o grupo dos quatros concelhos do Norte onde se concentram 75% das exportações da região de produtos de alta tecnologia, nomeadamente no sector da electrónica. Os dados são revelados pelo relatório Norte Estrutura, documento elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), divulgado ontem, que dá conta que o Norte está entre as regiões mais inovadoras da Europa na última década quanto ao registo de marcas e design, investimento em máquinas e percentagem de pequenas e médias empresas com inovações tecnológicas.
Dos 75%, Braga apresenta-se com uma percentagem de 30,3%, seguida de Vila do Conde com 20,07%, Matosinhos, com 15,9% e Viana do Castelo com 8,0%.
Há outros produtos de alta tecnologia que são exportados da região, também com quatro municípios a serem responsáveis por 77,5% do seu valor global. Uma vez mais o destaque vai para o concelho de Braga (41,1%), seguido dos concelhos da Trofa (17,4%), Porto (10,8%) e Maia (8,2%).
Braga destaca-se ainda nas exportações de bens de engenharia (como contadores e motores de explosão). O concelho bracarense detém 25% dos 51,4% das exportações da região Norte neste sector de média tecnologia.
O Norte Estrutura conclui que o Norte foi a região que mais convergiu com a média da Uni- ão Europeia em matéria de inovação entre 2011 e 2019, tornando-se na segunda região mais inovadora do país.
O Norte é líder destacado também em outros indicadores de inovação, tais como o registo de propriedade industrial (marcas e design) e nas inovações internas ou em combinação com outras empresas.
As debilidades do Norte em matéria de inovação continuam, segundo o apuramento dos dados, alicerçada na deficiente colaboração entre o sistema científico e o sistema empresarial, na reduzida percentagem da população entre os 30 e 34 anos com o ensino superior e numa estrutura económica onde continuam a existir empresas e muitos sectores de actividade de baixo valor acrescentando.
Apesar dos constrangimentos, conclui-se que a inovação tecnológica foi a modalidade mais usada pelas empresas da região para reforçar a sua competitividade à qual se juntou, em menor escala, a inovação organizacional e de marketing.

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