Correio do Minho

Braga, terça-feira

Braga na rota d’ A Floresta através da Fundação ‘la Caixa’
Garfe: criar um museu dos presépios é o sonho do padre Luís Fernandes

Braga na rota d’ A Floresta através da Fundação ‘la Caixa’

Jovem de 22 anos morre esfaqueado nas costas em Viana do Castelo

Braga

2018-11-16 às 08h00

Marlene Cerqueira

Em Braga, foi ontem inaugurada, a exposição ‘A floresta’, a primeira mostra itinerante que a Fundação ‘la Caixa’ promove em Portugal. Mostra fica patente até 10 de Janeiro, no Largo de S. João do Souto.

O presidente honorário do BPI e curador da Fundação ‘la Caixa’, felicitou ontem Ricardo Rio pela “marca importante” que a sua acção vai deixar em Braga. Artur Santos Silva enalteceu ainda o papel que a Universidade do Minho está a desempenhar na formação de quadros superiores que em muito têm contribuído para o desenvolvimento da região e do país.
Santos Silva falava ontem de manhã, no Largo São João do Souto, onde foi inaugurada a exposição itinerante ‘A Floresta’, a primeira mostra que a terceira maior fundação do mundo, a ‘la Caixa’, promove em território nacional.
A sessão serviu também para o curador da Fundação ‘la Caixa’ dar conta dos montantes que esta entidade pretende afectar a Portugal e em que áreas será investido o dinheiro.
Para se ter uma ideia, este ano a fundação afectou 12,5 milhões de euros a Portugal, o que já se aproxima “daquilo que é a actividade distributiva da maior fundação a actuar em Portugal”.
Para o ano, a verba que a fundação (agora ibérica) afectará a Portugal vai duplicar e andará pelos 25 milhões de euros. Artur Santos Silva revelou que o objectivo é que em 2021 esses valores andem perto dos 50 milhões de euros.

A actividade principal da ‘Fundação ‘la Caixa’ é o apoio a instituições do terceiro sector, o da solidariedade social, isto porque, Portugal e Espanha “ainda são das sociedades mais desiguais da Europa”.
Actualmente, em Portugal, a Fundação ‘la Caixa’ tem já em marcha um concurso para instituições na área dos cuidados paliativos.
Outra bandeira na área social é o apoio à criação de emprego com um programa especifico que visa apoiar as camadas mais frágeis da sociedade, concretamente desempregados de longa duração, jovens que não conseguem entrar no mercado de trabalho, reclusos que estão prestes a terminar de cumprir a pena e também cidadãos com algum tipo de incapacidade, seja física ou psicológica.
Para 2019 está já prometido um programa específico para apoio a crianças em situação de pobreza, bem como programas de apoio aos seniores.

Actualmente, a Fundação ‘la Caixa’ gere recursos anuais na ordem 500 milhões de euros, na Península Ibérica, sendo que 60% dessa verba está afecta a projectos de natureza social — ou seja 300 milhões de euros.
As áreas da ciência e da educação cativam 20% do orçamento desta Fundação. Aqui o curador referiu que Braga, através da Universidade do Minho, já contou este ano com um “apoio relevante” em matéria de apoio à investigação. “E estamos certos que esses apoios vão manter-se porque eles são renováveis todos os anos e queremos projectos cada vez mais ambiciosos na área da investigação”, afirmou o presidente honorário do BPI.
Já no que toca à educação, a fundação procura apoiar “novas modalidades, novos processos de ensino”.
“Entre educação e investigação, também temos bolsas ibéricas para mestrados, doutoramentos e pós-doutoramentos”, acrescentou.

No caso concreto desta exposição itinerante, ela insere-se na área do apoio à cultura e à divulgação da ciência, outra área de actividade da Fundação.
“Esta exposição procura contribuir para educar a sensibilidade dos mais novos e dos mais velhos para a importância da biodiversidade, para o facto de termos de tratar melhor a floresta”, referiu.
Na mesma linha, Ricardo Rio enalteceu esta exposição realçando que ela não surge descontextualizada da estratégia que tem vindo a ser seguida pelo Município de Braga. Recordou que ainda na semana passada o ministro da Ambiente esteve em Braga, onde visitou o monte do Picoto que a autarquia quer transformar no maior parque urbano de floresta autóctone do país. O edil deixou um repto aos bracarenses e aos milhares de turistas que nas próximas semanas são esperados nas ruas da cidade para que visitem a exposição.
A mostra estará patente até 10 de Janeiro e a entrada é livre.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.