Correio do Minho

Braga, segunda-feira

- +
“Braga é um exemplo em todas as áreas da gestão municipal”
Presidente da Câmara felicita Vitória SC pela promoção da equipa feminina de voleibol

“Braga é um exemplo em todas as áreas da gestão municipal”

Antoine Manuel Launay, da DKC conquistou o o 12º lugar no Campeonato da Europa de Slalom

“Braga é um exemplo em todas as áreas da gestão municipal”

Braga

2020-06-28 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Relatório de Gestão e Contas de 2019 da Câmara de Braga foi aprovado pela Assembleia Municipal, anteontem à noite. Ricardo Rio confessou-se “orgulhoso” pelo desempenho da autarquia.

Ricardo Rio considera que “Braga é um exemplo em todas as áreas da gestão municipal”, ideia que defendeu anteontem à noite, em Assembleia Municipal, no decorrer do debate sobre o relatório de Gestão e Contas de 2019 da Câmara de Braga. O documento foi aprovado, com os votos contra dos deputados municipais do PS, CDU e BE.
“O que me deixa particularmente orgulhoso é que a Câmara Municipal de Braga tem feito um caminho muito positivo em todas as áreas da governação municipal”, vincou o edil, que antes tinha ouvido as críticas da oposição à sua gestão.

Apesar de, como realçou, “não gostar” de “invocar sempre os fantasmas do passado”, o edil afirmou que a herança socialista continua a condicionar e limitar o trabalho do actual executivo municipal.
Rio lembrou aos deputados municipais que nos sete anos que leva a liderar a autarquia, dos cofres municipais já saíram 90 milhões para pagar encargos herdados da gestão socialista. “É um valor que equivale a um ano de orçamento municipal”, apontou.

Além da factura do estádio municipal, que vem aumentando consecutivamente, o autarca criticou em particular o facto de o antigo ministro das finanças socialista, Mário Centeno, não ter permitido a reversão da “ruinosa” parceria público-privada da SGEB - Sociedade Gestora dos Equipamentos de Braga. Essa inviabilização do acordo com os parceiros privados da SGEB custou aos cofres municipais 12 milhões. Era esse “o valor que teríamos poupado e que nos permitira ter duplicado o investimento noutras áreas, por exemplo no parque escolar”, disse.

A oposição criticou também o aumento das receitas fiscais da autarquia, argumentando que há margem para descer a carga fiscal sobre os munícipes. Rio explicou que, de facto, as receitas fiscais aumentaram, mas garantiu que “nenhum bracarense paga mais impostos do que os que pagava no passado”, realçando que esse aumento da carga fiscal se deve não só ao aumento da população, como também ao aumento e postos de trabalho conseguidos nos últimos anos e também ao facto de Braga se ter tornado um concelho apetecível para o investimento.

O autarca mostrou-se ainda “orgulhoso” por Braga ser reconhecido como o município do Norte que melhor executa os fundos comunitários, “como a própria ministra” da tutela “o reconheceu em recente visita ao concelho.
Notou ainda que no capítulo da mobilidade “Braga é hoje reconhecido a nível nacional como um dos concelhos mais avançados do país na valorização do transporte público”.
Sobre as reservas manifestadas pelo Revisor Oficial de Contas (ROC) e recordadas pela bancada do PS, Ricardo Rio garantiu que se trata de uma mera “questão técnica” que não coloca em causa “a fiabilidade de umas contas inquestionáveis” e lembrou “os tempos da gestão socialista” em que “além ROC, as reservas sobre as contas da Câmara eram também manifestadas pelo Tribunal de Contas e pela Inspecção Geral das Finanças”.

Socialistas em “profunda discordância” com prioridades da Câmara

Por “profunda discordância” sobre aquelas que são as prioridades definidas pelo executivo municipal, o grupo parlamentar do PS votou “naturalmente contra” o Relatório de Gestão e Contas de 2019 da Câmara.
Pedro Sousa considerou que o documento a votação “apresenta dados preocupantes”, apontando particularmente o dedo ao “aumento colossal” da dívida de curto prazo da Câmara: “Eram seis milhões de euros 2013 e agora já está nos 21 milhões. Triplicou no espaço de sete anos”. O deputado socialista criticou o facto de a dívida aos fornecedores ascender aos “oito milhões de euros”, facto que está a levar, por exemplo “as juntas de freguesia a não conseguirem adjudicar obras porque as empresas sabem que a Câmara de Braga demora muito a pagar as empreitadas”.

Pedro Sousa criticou ainda o facto de a carga fiscal representar já mais de 50% das receitas do município, cenário “de que não há memória”.
Além de criticar “a demora dos serviços” no sector do Urbanismo, o PS considerou ainda que as obras emblemáticas da era Rio são requalificações de projectos erguidos pelos socialistas: o parque da rodovia, o Forum Braga e o mercado municipal.
Pedro Sousa disse ainda que “não é bom” que o parecer do ROC tenha reservas: “não nos dignifica, à Câmara e à Assembleia, quando o parecer do ROC diz que não consegue apurar com rigor as receitas e despesas da Câmara”, rematou.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho