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Braga de portas abertas a parcerias para a Capital Europeia da Cultura 2027

Braga

2020-11-28 às 06h00

Teresa M. Costa Teresa M. Costa

Braga quer ser Capital Europeia da Cultura em 2027. A intenção de candidatura foi apresentada ontem numa sessão que contou com testemunhos de quem já trilhou este caminho e de quem pode incorporar este projecto de desenvolvimento do território.

A “audácia e a coragem” de Braga abraçar esta aventura da Capital Europeia da Cultura (CEC) em 2027 foram saudadas por Cristina Farinha, que integra o júri internacional de selecção e monitorização da Capital Europeia da Cultura e que ontem esteve em Braga na apresentação da candidatura bracarense.
Braga não se demite da sua interlocução com agentes do território, como fez questão de afirmar o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, na sessão pública de apresentação da candidatura de Braga CEC 2027, em que participaram, além de Cristina Farinha, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, e o presidente do Governo Regional da Galiza, Alberto Nuñez Feijóo.
Cristina Farinha considerou ainda mais corajosa a formalização da candidatura de Braga a CEC 2027 num contexto de crise como a que decorre da pandemia de Covid-19.

“Nestes momentos, a cultura não é a área em que pensamos investir” admite a membro do júri internacional da CEC que salvaguarda, no entanto, que “a pandemia mostrou bem que a cultura é um bem essencial”.
Cristina Farinha alertou que a candidatura a CEC “é também uma competição e um risco” sendo já cerca de uma dezena as cidades portuguesas que se perfilaram como candidatas, uma competição que acontece, pela primeira vez em Portugal.
A membro do júri que vai decidir qual a cidade portuguesa que vai partilhar a CEC com a Letónia explica que o legado é uma “obsessão do júri” remetendo para a política cultural de longo curso, que deve ir para além de 2027 e têm que estar legitimada pelos órgãos de poder locais, uma etapa ja cumprida por Braga.

O júri olha também para os processos, valorizando a participação de todas as forças vivas, sublinha Cristina Farinha.
Quase 20 anos depois do Porto CEC 2001, o actual presidente da Câmara aponta a transformação e o cruzamento de públicos como “o grande legado”.
“Percebeu-se que havia apetência do cidadão comum pela cultura, até por actividades que na altura eram marginais” explicou Rui Moreira para quem “hoje, a cultura é como o ar que respiramos”, um mérito que atribui à experimentação feita em 2001.
Outra conquista da CEC, na óptica do edil portuense, foi o “rejuvenescimento na forma como o portuense sente a sua cidadania”.

Rui Moreira reconhece que “nem tudo foram rosas” e lembra as polémicas das intervenções urbanas e a falha da parceria com Roterdão, cidade com a qual o Porto partilhava a CEC.
O autarca do Porto afirma que é importante regenerar as cidades, mas defende que estas intervenções não devem ser o epicentro da CEC.
Rui Moreira manifestou o desejo de que Braga seja a escolhido para CEC 2027, não pelas ligações autárquicas e/ou familiares que tem á cidade, mas “porque merece” ao “conseguir aliar uma forte componente de história e uma forte identidade”.

O autarca portuense pediu atenção à gastronomia por considerar que “há um potencial enorme entre a Galiza e o Norte de Portugal” e mostrou-se disponível para alinhar nesta estratégia.
O presidente do Governo Regional da Galiza vê em Braga CEC 2027 uma oportunidade para consolidar a eurorregião Norte de Portugal/Galiza.
Alberto Nuñez Feijóo lembra que 2027 coincide com o Ano Santo Compostelano, o que considera “a união perfeita” com Braga CEC para alavancar, ainda mais, os Caminhos de Santiago, nomeadamente o Caminho Português como porta de entrada na Europa do grande continente americano, reforçando a importância da espiritualidade na identidade da eurorregião.

Cumprida mais uma etapa no caminho para Capital da Cultura

A oficialização da candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura (CEC) em 2027, realizada ontem, é mais uma etapa num caminho que já começou a ser percorrido em 2018 e que implica mais dez anos de “intenso trabalho para concretizar aquela que é a nossa visão para a cidade” apontou ontem o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio.
Para concretizar a “visão para a cidade”, Ricardo Rio compromete-se a “chamar à colaboração todos os que ajudaram neste caminho”.

O edil bracarense admite que a apresentação da candidatura “é uma etapa crucial que vai seguir o seu percurso ao longo de 2021” e confessou que “gostaria de ter tido sala cheia de bracarenses a celebrar connosco e a demonstrar o compromisso com este projecto” no grande auditório do Altice Forum Braga, a partir de onde a sessão foi emitida online.
O contexto pandémico não deixou, mas a transmissão online também “permitiu chegar a muita mais gente que não caberia nesta sala” reconheceu Ricardo Rio.
Em vez de 2027 pessoas, foi uma instalação bioacústica com 2027 plantas, da autoria da arquitecta e artista sonora Cláudia Martinho, que evocou a “energia do território e o compromisso de todos os cidadãos” com Braga Capital Europeia da Cultura 2027.

A candidatura de Braga quer lançar outras sementes para o futuro conferindo uma dimensão ainda mais sustentável ao território. O presidente da Câmara anunciou que vão ser plantados 2027 medronheiros no concelho, com a colaboração de todas as juntas de freguesia, esperando, em 2027, estar a colher os frutos desta plantação, já que a planta demora cerca de seis anos para produzir a baga vermelha.
Na hora de agradecer o trabalho já feito, Ricardo Rio destacou a equipa do Theatro Circo que está a acompanhar o projecto e congratulou-se com o Conselho Estratégico da Candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura 2027, recentemente constituído, enumerando os conselheiros, um a um, e lembrando que todos são “referências na área artística e cultura” o que considera uma mais-valia para o processo.

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