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Bracarense em Berlim exercita braços com garrafões de água
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Desporto

2020-04-01 às 06h00

Rui Serapicos Rui Serapicos

Ex-jogador do ABC, Nuno Rebelo joga na equipa B do Fuchse Berlim, vive a 15 minutos do centro da capital germânica, cumpre um programa de treinos em casa e considera que os alemães “respeitam mais as regras”.

O andebolista bracarense Nuno Rebelo, ex-lateral direito do ABC que está agora a competir na II Divisão da Alemanha, cumpre o seu isolamento social, em Berlim. Para fazer exercícios de força de braços, como revela em declarações, que presta por messenger, “uso garrafões de água e o que consigo encontrar. Temos um plano de treino para casa; todas as semanas actualizam o plano e sempre que tivermos duvidas podemos contactar os preparadores físicos”, acrescenta. Revelando que “deram-nos também acesso a algum material como os TRX (elásticos)” , vai adiantando que podemos fazer em casa exercícios com o corpo, alguns com carga, dentro do possível”.
“Até dia 20 de Abril tudo vai estar parado. Depois iremos ver como estarão as coisas e como será a partir daí mas na minha opinião vai continuar tudo igual”, conta o esquerdino.
O clube garante os vencimentos. Mas de casa só sai para ir às compras “ou para correr, e de preferência mais para o fim do dia, para não haver tanta gente na rua; de resto fico por casa, que é relativamente perto, a cerca de 15 minutos do centro, mas é bastante calma”.
Isolado em Berlim, tendo só a companhia do colega de equipa Fynn-Ole Fritz, o bracarense mantém os seus contactos com a família, a namorada e amigos, através de chamadas face time grupos do whatsapp e, muito neste momento, através de jogos.
“Enquanto estou a jogar estou também a conversar e manter o contacto com os meus amigos e vou sabendo o que se vai passando por Portugal”, prossegue.
Questionado se em função desses contactos tem opinião das diferenças e semelhanças do que se está a passar nesta situação em Portugal e Alemanha, Nuno responde que “na minha opinião há muita gente em Portugal que não está a ter a noção da dimensão e do perigo que esta pandemia é ou pode vir a ser”.
“Não respeitam muito. Pelo que vejo também nas notícias, não vou comparar o número de pessoas que vejo que a passar na rua, ate porque esta cidade tem 3.8 milhões de habitantes, por isso não posso comparar com Braga ou Porto que são as cidades que conheço melhor. Mas as pessoas respeitam mais as regras que foram impostas e acima de tudo respeitam este vírus”, continua.
“Penso também que o sistema de saúde está mais preparado para lidar com a situação. É um país que tem muitos casos activos mas também tem uma das maiores taxa de recuperação e menor de mortalidade para com a covid”, conclui.

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