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Bosch pára produção por duas semanas
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Bosch pára produção por duas semanas

Economia

2020-03-27 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Maior empregador privado do concelho de Braga suspende laboração. Trabalhadores da Aptiv, outra tecnológica do sector automóvel, já estão em casa com férias antecipadas.

A fábrica da Bosch em Braga vai suspender a produção durante duas semanas, a partir segunda-feira, dia 30. A administração justifica a decisão com a “paragem” do mercado automóvel para o qual a empresa produz dispositivos multimedia. Mais de 3 500 trabalhadores contarão como férias antecipadas o período em que estarão em casa, uma opção que não é aceite pela comissão sindical da empresa.
“O mercado está parado e o objectivo é tentar minimizar os efeitos dessa paragem, para garantir a estabilidade da empresa e a manutenção dos postos de trabalho”, justificou ontem Abílio Diz, da Bosch/Braga.
O responsável pela comunicalão da empresa assumiu que a Bosch pretende garantir “o bem-estar” de todos os trabalhadores, adiantando que, no final dos 15 dias de paragem de laboração, a situação será reavaliada, podendo a suspensão da produção ser prolongada.

“As férias são para recuperação física e psicológica dos trabalhadores, para proporcionar momentos de relaxamento junto dos seus e não para serem usadas numa situação destas, de confinamento, de stress e preocupações várias com a nossa vida e dos que amamos”, alega o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras do Norte (SITE – Norte), no qual se integra a comissão sindical da Bosch. “Todos pretendemos a defesa dos postos de trabalho, o relançar da economia, mas tal não pode apenas ficar nas costas dos trabalhadores, uma vez mais”, considera o SITE-Norte.

O dirigente sindical Sérgio Sales disse ontem ao Correio do Minho que os trabalhadores compreendem o impacto que a pandemia da Covid-19 tem na produção automóvel e, consequentemente, na laboração da fábrica da Bosch em Braga, mas ressalva que esta está inserida numa multinacional que regista lucros significativos, pelo que poderia manter os salários dos trabalhadores sem “troca de férias forçadas ou ameaças de lay-off”.

No passado dia 15 de Março, foi confirmada infecção por Covid-19 num dos trabalhadores da empresa, o que levou à suspensão da linha onde esse operário trabalhava, tendo os colegas sido colocados em quarentena domiciliar, medida sugerida pelas autoridades de saúde e aceite pela administração.
A APTIV, outra empresa tecnológica que trabalha para o sector automóvel em Braga, suspendeu igualmente a sua laboração, colocando os seus trabalhadores em gozo antecipado de férias. Também neste caso, o SITE-Norte entende que a empresa teria condições de suspender a laboração sem recorrer a “troca de férias”.

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