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Braga, terça-feira

Bonga actua sexta-feira no Theatro Circo
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Bonga actua sexta-feira no Theatro Circo

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Braga

2018-08-09 às 08h00

Redacção

Espectáculo está agendado para as 22 horas. Maior ícone da música angolana das últimas décadas promete incendiar o The-atro Circo com o fogo de semba angolano, apresentando o seu novo álbum, ‘Recados de Fora’.

O cantor e compositor angolano Bonga, que actua esta sexta-feira no Theatro Circo, a menos de um mês de celebrar 76 anos, afirmou-se contente por ter contribuído para “um reconhecimento válido da música angolana e africana”.
Bonga, natural de Angola, recordou “os tempos difíceis” que viveu, tendo chegado a ser proibido de actuar, e quando a música angolana, “de forma pejorativa, era chamada de folclore”.
“Houve um período de preconceito, em que chamavam (à música angolana) o folclore, o que era um bocado pejorativo, e (houve) obstáculos que tive de enfrentar, porque era uma música diferente, que não era valorizada, menos ouvida, e hoje, mais que nunca, tenho a consciência de ter posto um tijolo nessa grande construção que é a divulgação, consequente, desta nossa música angolana/africana”, afirmou o músico, acrescentando que a música angolana, actualmente, “é mais reconhecida e conceituada do que há 20 anos”.
Bonga promete um concerto “um concerto com muita energia, no ritmo do semba, que não morre, e noutros ritmos angolanos, como a rumba africana que é diferente da sul-americana”.
No palco da Avenida da Liberdade de Braga, Bonga vai ser acompanhado pelos músicos Betinho Feijó (guitarra e direcção musical), Ciro Bertini (acordeão), Hernani Lagross (baixo) e Estêvão Gipson (bateria), e pela bailarina Joana Calunga.
No alinhamento, encontram-se os “temas de sempre”, como ‘Kissueia’, ‘Mariquinha’, ‘Mulemba Xangola’, ‘Frutas de Vontade’, ‘Patxi Ni Ngongo’ ou ‘Uma Lágrima no Canto do Olho’.
José Adelino Barceló de Carvalho, de seu nome de registo, adoptou na adolescência o nome de Bonga Kuenda, que apontou como o seu “verdadeiro eu”.
A sua estreia musical, em 19-72, foi com o álbum “Angola’72”, ao qual se sucederam vários outros, e continua “a ser muito solicitado”, nomeadamente em França, país que o distinguiu com a Ordem das Artes e Letras, grau de cavaleiro, em 2014. “Paris abriu-me as portas do mundo, reeditou todos os meus discos”, disse o músico com 42 anos de carreira artística, que gracejou: “sou como o vinho do Porto, quanto mais velho melhor”.
Por cá, o músico angolano, atuou, este ano, no Rock in Rio, em Lisboa, no Festival Med, em Loulé, e foi um dos participantes no espectáculo de final do ano, em 2017, na Praça do Comércio, em Lisboa.
Bonga completa 76 anos no próximo dia 5 de Setembro, data em que tem previsto um “grande concerto” na Aula Magna da Universidade de Lisboa.

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